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31 de agosto de 2019, 08h01

“Medo e ódio”: Toffoli condena redes sociais em meio à omissão do STF contra fake news

Toffoli exaltou ações do STF contra notícias falsas, que pouco avançaram

Foto: Marcos Côrrea/PR

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, deu uma declaração nesta sexta-feira condenando as redes sociais como um ambiente que dissemina o medo e gera o ódio, em análise sobre a propagação de notícias falsas. O STF, no entanto, se omitiu de tomar qualquer medida mais dura com relação às fake news nas eleições de 2018.

“As redes sociais, ao invés de promoverem a solidariedade e uma relação humana entre as pessoas, disseminam o medo gerando o ódio”, declarou o ministro durante evento na Força Sindical. Toffoli voltou a avaliar que elas “colocam em risco valores democráticos” e exaltou a criação do Painel Multissetorial de Checagem de Informações e Combate a Notícias Falsas, em junho deste ano, como forma de frear as fake news, mas que até agora pouco avançou.

Em maio, o ministro já condenava publicamente as notícias falsas, lamentando sobre o fato delas já fazerem parte do processo eleitoral brasileiro. “Pesquisa realizada pelo Ideia Big Date e divulgada neste mês revelou que mais de dois terços das pessoas receberam fake news pelo Whatsapp durante a campanha eleitoral de 2018. Esse processo (de desinformação) pode colocar em risco os processos e os valores democráticos”, destacou durante seminário sobre o tema.

O Congresso Nacional derrubou na quarta-feira (28) o veto do presidente Jair Bolsonaro sobre um projeto que prevê de 2 a 8 anos de prisão para quem divulgar notícias falsas.

“Estado não está gerando empregos”

Durante a palestra dada na sede da Força Sindical, o ministro ainda criticou as prioridades adotadas pela equipe econômica de Jair Bolsonaro e destacou a necessidade de uma agenda de geração de empregos. “O Estado não está gerando empregos. Precisamos colocar essa questão de geração de empregos na mesa e decidir políticas públicas no Congresso para que isso possa se resolver. […] Muito tem se falado em reforma da Previdência, de pacto federativo, mas não está se falando como deveria em desenvolvimento de empregos”, declarou.


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