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26 de junho de 2020, 09h14

Mesmo após STF impedir reduções, Guedes insiste em cortar salário de servidor

Ministro deve reformular PECs que estão paradas no Congresso para contornar decisão do Supremo

Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve usar propostas de emenda à Constituição (PECs) para tentar aprovar o corte de salário de servidores durante a pandemia do coronavírus. A estratégia, no entanto, deve encontrar resistência no Congresso.

A decisão do ministro de Jair Bolsonaro vem mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender trecho da legislação que liberava o corte de salários com redução proporcional de carga horária, medida que era previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em live ao lado do presidente nesta quinta-feira (25), Guedes argumentou que, para ele, aa opinião pública é “desfavorável” à decisão da Corte. Ele também afirmou que parte dos inscritos no auxílio emergencial, como motoristas de táxi e faxineiras, são “empreendedores“.

“A opinião pública olha para isso e acha que são privilégios mantidos. O Supremo veio e disse que não pode reduzir [os salários]. Eu acho que a opinião pública é desfavorável a essa avaliação”, disse.

As PECs que o ministro pretende reformular para aprovar os cortes – Emergencial e do Pacto Federativo – foram enviadas há quase oito meses pelo governo, mas não caminharam no Congresso Nacional. Ambas estão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Apesar das dificuldades de aprovar o corte, o governo já aprovou o congelamento de salários até 2021, condição estabelecida para que estados e municípios recebessem o auxílio de R$ 60 bilhões da União durante a pandemia.

Com informações da Folha de S.Paulo.


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