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10 de fevereiro de 2020, 11h54

Miliciano teclava no celular bastante nervoso na véspera do assassinato, diz fazendeiro

Leandro Abreu Guimarães, dono da fazenda onde Adriano Nóbrega estava escondido, diz que conheceu o miliciano em vaquejadas

Adriano da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro (Reprodução)

Um dia antes de ser caçado e morto pela polícia, o ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, teclava “no aparelho celular e mostrava-se bastante nervoso”, segundo depoimento do fazendeiro Leandro Abreu Guimarães, dono da fazenda onde se localiza o Parque Gilton Guimarães, onde o miliciano ligado ao clã Bolsonaro se escondeu no município de Esplanada, há cerca de 170 quilômetros de Salvador, no interior da Bahia.

Leandro, que está preso e prestou depoimento na Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Bahia, disse que perguntou o que estava acontecendo e o ex-capitão do Bope, então, o ameaçou exigindo ser levado para o sítio.

O fazendeiro disse que conheceu Adriano em vaquejadas realizadas em cidades da Bahia e de Sergipe. Contou ainda que o ex-capitão do Bope chegou à Esplanada com a família dizendo estar de férias, no fim do ano passado, e afirmou que queria comprar uma propriedade na região, onde muitos políticos têm terra. Segundo a polícia, Adriano lavava dinheiro da milícia com a pecuária em fazendas em nome de laranjas na Bahia e Sergipe.

Segundo Leandro, Adriano teria o ameaçado de morte para ser levado a um sítio na região, que pertence a Gilson da Dedé, vereador do PSL, onde ele foi morto. O fazendeiro ainda afirmou que não sabia que Adriano era um criminoso procurado pela polícia.

“Aquele (Adriano) sempre tratou o interrogado como se fosse criador de cavalos e inclusive afirmava que o pai também era criador de cavalos. Só tomando conhecimento de que tratava-se de uma pessoa perigosa na data anterior”, diz o depoimento de Leandro.

Com informações do jornal O Globo


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