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26 de junho de 2018, 14h05

Militantes denunciam novo ataque a tiro no Acampamento Marisa Letícia

Edna Dantas, coordenadora do local, informa que um homem tentou atropelar um grupo de militantes, foi embora e, em seguida, voltou e disparou contra o acampamento

Foto: Divulgação/Acampamento Marisa Letícia

O Acampamento Marisa Letícia, localizado no bairro Santa Cândida, em Curitiba, em solidariedade ao ex-presidente Lula, sofreu mais um ataque a tiro nesta terça-feira (26). Segundo denúncia de integrantes da mobilização, durante a manhã, um homem, dirigindo um Gol cinza, tentou atropelar quatro militantes, que retornavam de um ato na Polícia Federal. Um deles reagiu e chutou um dos pneus do veículo. Ainda de acordo com as vítimas, o homem fez ameaças e disse que voltaria. Dez minutos depois, ele apareceu armado e disparou um tiro contra o acampamento.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e os militantes fizeram um boletim de ocorrência (BO). Edna Dantas, coordenadora do Acampamento, afirmou que antes de voltar armado ao local, o motorista do Gol havia tentado atropelar o grupo várias vezes. O homem fez inúmeras ameaças e disse que voltaria atrás do rapaz que chutou o pneu de seu carro.

O grupo entregou à polícia imagens gravadas do homem e o registro das placas do veículo. A PM confirmou que recebeu informações de testemunhas ratificando que um tiro foi disparado para cima. O BO deve ser encaminhado à Polícia Civil.

Não é a primeira vez que o Acampamento é alvo de ataque a tiros. No dia 28 de abril, o sindicalista Jeferson Lima de Menezes foi alvejado no pescoço. Imagens mostraram quando um homem disparar inúmeras vezes contra os militantes. Até o momento, ninguém foi preso.

Repúdio

A Vigília Lula Livre divulgou uma nota me repúdio ao atentado:

Repudiamos o atentado na manhã de hoje (26), com tentativa de atropelamento e relato de tiros, contra os integrantes do acampamento Marisa Letícia, um dos espaços de dormitório dos militantes que estão na defesa do ex-presidente Lula. Nos solidarizamos e exigimos a apuração por parte das autoridades e responsabilização dos culpados, lembrando que o atentado a tiros no dia 28 de abril, que feriu gravemente um militante no pescoço, ainda não apresentou qualquer resultado nas investigações!

Frente a isso, é fundamental reforçar a organização dos trabalhadores, coletiva, com unidade entre os que constroem a Vigília, frente aos ataques da extrema-direita, que despreza o povo, negros e negras, trabalhadores e trabalhadoras, todos que lutam pelos direitos humanos.

Vigília Lula Livre.


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