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15 de fevereiro de 2019, 06h55

Militares tentam conter crise: filhos de Bolsonaro vão colocar governo no corner

Entre militares, a reação à crise é de perplexidade com o endosso de Bolsonaro aos ataques públicos do filho, Carlos, a Gustavo Bebianno

Carlos Bolsonaro, Jair e Gustavo Bebianno (Arquivo)

A crise desencadeada no Planalto após a divulgação de candidaturas laranjas supostamente capitaneadas pelo ex-presidente do PSL e atual secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, junto às tratativas do caso entre filhos e o próprio Jair Bolsonaro (PSL) levaram o braço militar do governo ao front de batalha para estancar a sangria.

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Segundo reportagem de Tânia Monteiro, no jornal O Estado de S.Paulo desta sexta-feira (15), o vice-presidente Hamilton Mourão, e os ministros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno e da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, estão agindo para conter essa tempestade que tomou conta de Brasília.

“Ele sempre foi muito respeitoso comigo, e gosto dele. Acho que ele se sustenta, não será boa a saída dele assim, vamos com calma”, afirmou Hamilton Mourão à jornalista Andréia Sadi, do portal G1. Mais tarde, o vice-presidente disse que estava trabalhando para pacificar a relação do clã Bolsonaro com Bebianno.

Segundo a jornalista Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (15) da Folha de S.Paulo, no meio militar a reação à crise é de perplexidade com o endosso de Bolsonaro aos ataques públicos de Carlos Bolsonaro (PSC/RJ) a Bebianno. Um general teria dito que o filho do presidente vai acabar colocando o governo no corner logo nos primeiros rounds.

Em nota, Bebianno negou ser o responsável pelo repasse de recursos a candidatas do PSL em Pernambuco. Há suspeita de que as beneficiárias eram ” laranjas “. Bebianno diz que o dinheiro chegou às candidatas “por conta e ordem” do diretório local.

O secretário isenta também o presidente Jair Bolsonaro no caso, ressaltando que ele não ocupou cargo diretivo no partido. “Jair Bolsonaro nunca ocupou nenhum cargo de direção no partido, portanto, não tem qualquer relação com outras candidaturas. Responde apenas pela sua própria, como qualquer outro candidato”, relatou, segundo o jornal O Globo.

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