No rastro do óleo do Nordeste
25 de setembro de 2018, 21h48

Ministério da Defesa é hackeado e dados de Villas Bôas e Mourão são divulgados

Em nota publicada nas redes, os hackers disseram que a ação é contra “fascismo e autoritarismo” dos generais

General Mourão – Foto: Exército/Divulgação

O grupo de pesquisa da conferência hacker DefCon Lab identificou a invasão ao sistema do Ministério da Defesa, que acabou expondo dados pessoais dos generais Eduardo Villas Bôas e Hamilton Mourão, candidato à vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro (PSL). Uma conta do Twitter, com o nome de AnonOpsBR se responsabilizou pela ação. As informações são do DefCon Lab e Canaltech.

Em nota divulgada nas redes, os hackers disseram que a ação é contra “fascismo e autoritarismo” dos generais.

“Nós somos Anonymous. Essa é uma mensagem direta ao fascismo e autoritarismo que ameaça a democracia brasileira através de seus generais Eduardo Villas Bôas e Mourão julgo vice do Bolsonaro, que sempre mandam recado com viés autoritário por meio de entrevistas, querendo tutelar a democracia por meio da força e do medo. Queremos dizer para vocês que estamos observando-os e estamos dentro de seus sistemas, estamos expondo parte do banco de dados do Ministério da Defesa em resposta a essa postura de ambos generais completamente antidemocráticas e provando que estamos observando de perto cada passo de vocês. Fazemos um chamado aos hackerativistas que defendem acima de tudo a democracia brasileira que se unam contra o fascismo e autoritarismo que rondam a nossa nação. Usem a hashtag #OpEleiçãoContraOFascismo”, diz a nota.

Os hackers conseguiram acesso direto ao banco de dados do Ministério da Defesa e veicularam informações como nomes, endereço, documentos oficiais e tabelas, com dados bancários de ambos os generais.

Esta é a primeira ação sob a #OpEleiçãoContraOFascismo. Entretanto, desde o início do ano, existem, pelo menos, oito informações a respeito de invasões sob a descrição de #OpVotoImpressojá. Entre as instituições atingidas estão o Senai, Caixa Econômica Federal e Tribunal Regional do Trabalho.


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