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30 de setembro de 2019, 07h06

Ministério Público deve investigar Janot por plano de assassinar Gilmar Mendes

Outra questão a ser investigada é a omissão de Janot sobre as solicitações ilegais que recebeu de Aécio e Temer quando ainda ocupava o cargo. Em caso de condenação, a consequência do processo seria a cassação da aposentadoria do ex-PGR

Foto: Lula Marques/Agência PT

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) avalia investigar o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot por ter relatado, em entrevistas e em seu livro de memórias, um plano para matar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em caso de condenação, a consequência do processo no CNMP seria a cassação da aposentadoria do ex-PGR.

Segundo um dos conselheiros, embora planejar um ilícito sem de fato concretizá-lo não configure crime, o caso de Janot pode ter implicações “disciplinares e civis”, pois ele chefiava a PGR na época. Informação foi apurada por Fábrio Fabrini, da Folha de S.Paulo, em reportagem deste domingo (29).

Ainda segundo conselheiros, outra questão a ser investigada é o trecho do livro que indica possível prevaricação de Janot, segundo criminalistas. Janot teria se omitido sobre supostas solicitações ilegais recebidas por ele enquanto estava à frente da PGR.

No livro, ele afirma que o então vice-presidente Michel Temer (MDB) e o então senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediram sua ajuda para barrar investigações que estavam sob sua responsabilidade. Segundo Janot, Temer o procurou em março de 2015 para pedir o arquivamento da primeira investigação aberta contra o ele e então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje preso no Rio.

Já sobre Aécio, o ex-procurador-geral disse que, em 2017, o tucano lhe ofereceu cargos na tentativa de evitar a abertura de investigações sobre suas relações com a empreiteira Odebrecht. Janot disse que o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), em 2017, o convidou para ser candidato a vice-presidente em uma chapa com o tucano. O ex-procurador-geral da República não aceitou o convite, e avaliou que aquela era uma tentativa de Aécio Neves de paralisar as investigações de corrupção contra ele.


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