Fórumcast #19
11 de dezembro de 2018, 14h00

Ministra da Família diz que busca quem “ame desesperadamente índios” para comandar a Funai

ONG fundada por Damares Alves foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2015, por “dano moral coletivo decorrente de suas manifestações de caráter discriminatório à comunidade indígena”, em função da divulgação de um filme sobre infanticídio indígena.

Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos a partir de 1º de janeiro, Damares Alves, disse nesta terça-feira (11) que procura alguém que “ame desesperadamente os índios” para comandar a Fundação Nacional do Índio (Funai).

“Desde o início foi um ponto complexo e delicado. A gente quer um novo momento para os povos indígenas no Brasil”, disse, em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde se reúne a equipe de transição. “O índio vai ser tratado como um todo. Vamos dar atenção especial para a educação indígena”, garantiu.

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Nesta terça, um grupo de indígenas conversará com ela no CCBB. “Eles são minha família. Estamos interagindo. Conheço cada liderança.”

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo na sexta-feira (7) revela que uma organização fundada pela futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2015, por “dano moral coletivo decorrente de suas manifestações de caráter discriminatório à comunidade indígena”, em função da divulgação de um filme sobre infanticídio indígena. Os procuradores pedem que a ONG seja condenada a pagar R$ 1 milhão.

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A futura ministra, que vai comandar a Fundação Nacional do Índio (Funai), é fundadora da instituição e Movimento Atini – Voz Pela Vida, uma organização que se apresenta com a missão de “promover a conscientização e a sensibilização da sociedade sobre a questão do infanticídio de crianças indígenas”.

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