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13 de julho de 2019, 22h25

Ministro contradiz Bolsonaro e prevê radares em mais 4,2 mil pontos das estradas do país

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, encaminhou à Câmara dos Deputados um documento informando que, de 8 mil trechos licitados, mais de 4.200 pontos devem ser monitorados por radares do governo ainda este ano

Tarcísio Gomes, Flavio e Jair Bolsonaro (Agência Brasil)

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, encaminhou à Câmara dos Deputados um documento informando que, de 8 mil trechos licitados, mais de 4.200 pontos devem ser monitorados por radares do governo ainda este ano. A decisão contraria o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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Publicado em 2016 durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, o edital dividia as rodovias em 24 lotes. Até o início deste ano, 18 foram licitados. As empresas contratadas deveriam instalar os radares por um custo total de R$ 1 bilhão.

No final de março, Bolsonaro criticou a instalação. “Após revelação do @MInfraestrutura de pedidos prontos de mais de 8.000 novos radares eletrônicos nas rodovias federais do País, determinei de imediato o cancelamento de suas instalações. Sabemos que a grande maioria destes tem o único intuito de retorno financeiro ao Estado”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

Já o ministro defende que os radares são importantes para a redução de acidentes e mortes nas vias federais. Ele, no entanto, apontou outra alternativa para reduzir acidentes: substituir radares por manutenção da via, adequação do traçado da pista, melhoria da sinalização horizontal e vertical, implementação de passarelas e iluminação.

“É importante ressaltar que a definição da localização de radares em rodovias federais é uma questão puramente técnica e tem base na avaliação de segmentos críticos, ou seja, definidos em função dos registros de acidentes e da probabilidade de novas ocorrências”, afirma o documento enviado à Câmara.

O ministro lembra que a execução integral dos contratos decorrentes do edital pode ser interrompida pela situação fiscal do país. “Por isso se faz necessária uma avaliação dos pontos críticos, onde os acidentes são causados por excesso de velocidade”.


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