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26 de abril de 2019, 09h28

Ministro da Educação: “Pode estudar Filosofia? Pode. Com dinheiro próprio”

Ao lado de Bolsonaro em live, Abraham Weintrab, que foi doutrinado nos cursos de Olavo de Carvalho, fez a declaração usando o exemplo do Japão onde, segundo ele, faculdades como de Filosofia são "para uma pessoa que já é muito rica ou de elite"

Abraham Weintrab (E) em live com Jair Bolsonaro (Reprodução/Youtube)

Ao lado de Jair Bolsonaro (PSL), na live semanal transmitida na noite desta quinta-feira (25), o ministro da Educação, Abraham Weintrab já havia criticado o ensino nas faculdades públicas de Filosofia, dizendo que pretende focar mais a sua atuação à frente do MEC no ensino técnico, que gere renda ao estudante.

“Pode estudar Filosofia? Pode. Com dinheiro próprio”, disse. Weintrab, que foi doutrinado nos cursos de filosofia do astrólogo Olavo de Carvalho, fez a declaração usando o exemplo do Japão onde, segundo ele, faculdades como de Filosofia são “para uma pessoa que já é muito rica ou de elite”.

Leia também: Bolsonaro decreta fim das faculdades de Filosofia e Sociologia: “Objetivo é focar em áreas que gerem retorno”

“O Japão, que é um país muito mais rico que o Brasil, está tirando dinheiro público do pagador de imposto de faculdades que são tidas como faculdades para uma pessoa que já é muito rica ou de elite, como Filosofia”, declarou, reafirmando que o dinheiro deve ser colocado em faculdades que “gerem retorno de fato, como enfermagem, veterinária, engenharia, medicina”.

Antes de sua fala, Weintrab foi precedido por Bolsonaro, que disse ter feito um curso para consertar geladeira e máquina de lavar roupas. “E digo mais o ministro Abraham, se hoje em dia eu fosse exercer essa profissão aí fora iria ganhar muito mais que muita gente que tem um curso superior, com todo respeito ao curso superior”.

Nesta sexta-feira (26), pelo Twitter, Bolsonaro  decretou o fim dos investimentos federais nas faculdades de Filosofia e Sociologia. Para ele, os estudos de humanas não “respeitariam o dinheiro do contribuinte” e a educação deve servir para ensinar “leitura, escrita e a fazer conta e depois um ofício que gere renda para a pessoa”.


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