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10 de maio de 2019, 08h38

Ministro do Meio Ambiente quer rever as 334 unidades de conservação: “Criadas sem critério nenhum”

Ricardo Salles disse que quase 190 unidades de conservação teriam sido criadas pelos governos petistas “sem nenhum tipo de critério técnico”. As 334 áreas protegidas equivalem a 9,1% do território nacional e a 24,4% da faixa marinha do País

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente (Divulgação/MMA)

Reportagem de André Borges, na edição desta sexta-feira (10) do jornal O Estado de S.Paulo, informa que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou a criação de um grupo de trabalho para fazer uma revisão geral das 334 unidades de conservação no Brasil, atualmente administradas pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

Em entrevista ao jornal, Salles disse que quase 190 unidades de conservação teriam sido criadas pelos governos petistas “sem nenhum tipo de critério técnico”. A consequência, afirmou Salles, é que hoje elas “acumulam passivos de indenização e conflitos fundiários”. “Vamos acabar com isso.”

Segundo a reportagem, o ministro não descarta alterar as categorias ambientais de cada região, transformando áreas hoje restritas em locais abertos a práticas como turismo e extrativismo. Em alguns casos, o governo avalia levar adiante a revogação de unidades de conservação, mas isso só pode ser feito por meio de medida provisória ou projeto de lei.

As 334 áreas protegidas equivalem a 9,1% do território nacional e a 24,4% da faixa marinha do País. Essas unidades estão distribuídas em 12 categorias diferentes, sendo cinco delas de proteção integral e, portanto, com regras rígidas de acesso e utilização, e sete de uso sustentável, que permite diversos níveis de exploração.

Leia a reportagem na íntegra


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