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14 de fevereiro de 2019, 08h04

Na Amazônia, ministro do meio ambiente visita indígenas que arrendam terra para plantio de transgênicos

Plantação de milho e soja seria fruto de acordo, segundo governo Bolsonaro, mas ex-presidente do Ibama nega qualquer tratativa em terras arrendadas por ruralistas

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, em aldeia dos Parecis (Reprodução)

Na primeira viagem à Amazônia Legal, nesta quarta-feira (13), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, visitou a Terra Indígena Utiariti, no noroeste de Mato Grosso, onde produtores rurais brancos plantam soja e milho transgênicos mediante o pagamento de uma porcentagem da safra à etnia pareci, segundo investigação do Ibama realizada no ano passado.

Salles estava acompanhado da colega Tereza Cristina (Agricultura). Em nota no site, o ministério da Agricultura afirmou que os parecis plantaram cerca de 18 mil hectares para a safra 2018/19, graças a um suposto acordo celebrado entre Ministério Público Federal, Ibama e Funai.

Segundo reportagem de Fabiano Maisonave, na edição desta quinta-feira (14) da Folha de S.Paulo, a ex-presidente do Ibama na gestão Michel Temer (MDB), Suely Araújo, nega o acordo. “O Ibama não firmou nenhum acordo sobre o plantio nas terras indígenas Paresi, Rio Formoso, Tirecatinga, Utiariti, Manoki e Uirapuru antes ou após as autuações e embargos realizados em 2018”, disse à Folha.

Pelo Twitter, os ministros comemoraram a visita. “Estivemos hoje na Festa da Colheita dos índios parecis, que plantam e produzem com muita competência, demonstrando que podem se integrar ao agro sem perder suas origens e tradições”, escreveu Salles.

“Quando eu entrei na estrada aqui, eu logo vi na entrada duas ocas e um barracão de máquinas. Esse é o símbolo! Vocês podem cultivar a cultura, mas também cultivam a tecnologia, a prosperidade”, declarou Tereza Cristina, em um dos tuítes divulgados pelo Ministério da Agricultura.


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