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01 de novembro de 2018, 11h14

Moro aceita convite de Bolsonaro para comandar “superministério” da Justiça

O polêmico juiz de Curitiba foi contatado por Paulo Guedes ainda durante a campanha, segundo o vice-presidente eleito, General Hamilton Mourão.

Foto: Reprodução

Em encontro de pouco mais de 3 horas na manhã desta quinta-feira (1º) no Rio de Janeiro, o juiz de primeira instância, Sérgio Moro, aceitou o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para comandar um “superministério” da Justiça.

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A informação foi confirmada via Twitter pelo presidente eleito. “O juiz federal Sérgio Moro aceitou nosso convite para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Sua agenda anti-corrupção, anti-crime organizado, bem como respeito à Constituição e às leis será o nosso norte”, tuitou Bolsonaro.

Na saída da reunião, por volta das 10h45, Moro chegou a sair do carro para conversar com jornalistas na porta do condomínio onde mora Bolsonaro, mas recuou diante do tumulto. Ele estava acompanhado de Paulo Guedes, que será o “superministro” da economia de Bolsonaro.

Minutos depois do anúncio, a página do Facebook do ex-presidente Lula compartilhou a capa da edição de novembro de 2016 do jornal O Estado de S.Paulo, que traz na manchete a fala de Moro, em entrevista exclusiva: “Jamais entraria para a política”.

Moro foi contatado por Paulo Guedes ainda durante a campanha, segundo o vice-presidente eleito, General Hamilton Mourão. O juiz, que criou polêmicas julgando processos ligados à Operação Lava Jato e que decidiu pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai comandar um Ministério da Justiça turbinado com estruturas da Transparência, Controladoria-Geral da União e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – que hoje é ligado ao Ministério da Fazenda.


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