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01 de junho de 2020, 12h16

Moro confirma que Bolsonaro queria promover “rebelião armada” contra governadores e prefeitos

Em nota, ex-ministro respondeu aos novos ataques do presidente e disse que ofensas refletem "falta de razão ou argumentos"

Foto: Carolina Antunes/PR

O ex-juiz Sergio Moro foi às redes sociais nesta segunda-feira (1º) para responder aos recentes ataques do presidente Jair Bolsonaro sobre sua gestão no Ministério da Justiça. Em nota, o ex-ministro confirmou que o ex-capitão desejava armar a população para promover uma “rebelião” contra governadores e prefeitos.

“Sobre políticas de flexibilização de posse e porte de armas, são medidas que podem ser legitimamente discutidas, mas não se pode pretender, como desejava o presidente, que sejam utilizadas para promover espécie de rebelião armada contra medidas sanitárias impostas por governadores e prefeitos, nem sendo igualmente recomendável que mecanismos de controle e rastreamento do uso dessas armas e munições sejam simplesmente revogados, já que há risco de desvio do armamento destinado à proteção do cidadão comum para beneficiar criminosos”, disse Moro no comunicado.

Moro também afirmou que “a revogação pura e simples desses mecanismos de controle não é medida responsável”.

Bolsonaro voltou a atacar o ex-ministro em conversa com apoiadores nesta segunda, no Palácio da Alvorada. Presidente chamou Moro de “covarde” por ter dificultado, de acordo com ele, a flexibilização de posse de armas no país.

“Para vocês entenderem quem estava do meu lado, essa IN (Instrução Normativa) 131 é da PF, mas por determinação do Moro. Ignorou decretos meus para dificultar a posse de arma de fogo para as pessoas de bem”, disse Bolsonaro.

“Por isso que naquela reunião secreta o Moro ficou calado de forma covarde. E ele queria ainda uma portaria depois que multasse quem estivesse na rua… Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não a nossa. Graças a Deus ficamos livres dele”, completou.

Na nota, o ex-ministro afirmou ainda que as ofensas pessoais contra ele refletem uma “falta de razão ou argumentos”.

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