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28 de fevereiro de 2020, 06h39

Moro defende investigação de cartazes punk contra Bolsonaro e toma invertidas

Ministro chamou ilustrações de "ofensivas" e as acusou de "apologia ao crime"

Foto: Reprodução/TV Cultura

O ministro da Justiça, Sergio Moro, foi às redes sociais na noite desta quinta-feira (27) para comentar sobre uma reportagem que o acusa de pedir inquérito contra quatro artistas punk de Belém por produzirem ilustrações contra o presidente Jair Bolsonaro.

Apesar de dizer que a iniciativa da investigação não foi sua, o ministro diz que “poderia ter sido” e que ilustrações fazem “apologia ao crime”. O comentário, no entanto, gerou inúmeras invertidas nas redes.

“A iniciativa do inquérito não foi minha, como diz a Folha de SPaulo, mas poderia ter sido. Publicar cartazes ou anúncios com o PR ou qualquer cidadão empalado ou esfaqueado não pode ser considerado liberdade de expressão. É apologia a crime, além de ofensivo”, escreveu o ministro no Twitter.

“Decapitado também. Se fosse outro agente político ou outra pessoa concreta, estariam liberadas a ofensa ou a apologia ao crime? Crítica é uma coisa, isso é algo diferente. Não são, portanto, simples ‘cartazes anti-bolsonaro’ como falsamente afirma o título da matéria da Fsp”, completou.

Em uma das ilustrações, Bolsonaro é representado como o palhaço Bozo. Em outro, o presidente aparece vomitando fezes sobre uma floresta, com um bigode de Hitler, uma cueca com a bandeira americana e uma arma na mão. Um terceiro mostra Bolsonaro esfaqueado na cabeça. 


A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) ironizou Moro por citar “apologia ao crime” nas críticas às ilustrações. “Vamos falar de apologia ao crime, ministro?”, questionou junto com uma foto de Bolsonaro “brincando” com uma arma na mão.

“Apologia a crime tipo mandar o Ibama parar de queimar equipamento de invasor de área protegida? Apologia a crime tipo confraternizar com madeireiro ilegal? Ou apologia a crime tipo legalizar roubo de terra pública? Quer falar sobre isso?”, questionou a ONG Observatório do Clima.

A jornalista Barbara Gancia também cutucou o ministrou e o chamou de omisso. “195 mortos motim policiais do Ceará, o país querendo saber o paradeiro do Queiroz e detalhes da morte do ex-capitão Adriano, e o Sr. passeando de Urutu e perdendo tempo com assuntos que deveria delegar a subordinados. Um presidente sob suspeição é péssimo para o país. E o Sr. é omisso”, disse.

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