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29 de julho de 2019, 11h59

Moro diz que é “falsa” informação de que ele diz uma coisa no Senado e outra no Twitter

O ministro criticou a coluna de Leandro Colon, diretor da sucursal da Folha em Brasília, que destacou incoerência de Moro quando fala sobre investigação da Polícia Federal

Foto: Pedro França/Agência Senado

O ministro Sérgio Moro classificou como “falsa” a informação do colunista Leandro Colon, diretor da sucursal da Folha em Brasília, de que o ex-juiz federal adota uma postura dúbia. Moro afirmou no Senado que que não acompanhava investigação da Polícia Federal sobre supostos hackers que teriam invadido seu aparelho celular e de procuradores do MPF, mas não é o que se vê no Twitter do ministro.

Em resposta enviada à Folha, Moro declarou que não teve acesso ao inquérito de investigação e classificou como “falsa” a afirmação de Colon. Ele destaca que as postagens no Twitter foram feitas por correlação “lógica” e que não teve acesso a lista de vítimas, apesar de confirmar que ligou para algumas delas para comunicar sobre a suposta invasão.

“O ministro da Justiça e da Segurança Pública esclarece que não teve acesso ao inquérito de investigação das invasões criminosas de celulares e mensagens de autoridades, sendo falsa a afirmação efetuada nesse sentido pelo colunista Leandro Colon. O twitter do dia 24/07 foi postado após a realização das buscas e prisões e a decisão judicial terem se tornado públicas. A relação entre os hackers e as divulgações das mensagens era a esse ponto mais do que lógica. Também não houve acesso a lista de vítimas, tendo apenas o ministro se encarregado de, por questões de segurança nacional e pessoal, comunicar algumas autoridades de elevada posição, como o presidente da República, que estariam entre as vítimas”, diz a nota na íntegra.

Na coluna, Colon destacou que o Moro do Twitter desmentiu o Moro do Senado porque, em audiência na CCJ, o ministro declarou que “a investigação está sendo realizada com autonomia pela Polícia Federal. […] Então, eu não acompanho, pari passu, cada um desses acontecimentos” e que “investigação é sigilosa” e “não se pode informar fatos relativos a essa investigação, sob risco de ineficácia”. No entanto, no dia seguinte ao depoimento do suposto líder do grupo de hackers, postou em seu Twitter que o grupo seria “a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime” e que “pelo apurado, ninguém foi hackeado por falta de cautela”.


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