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13 de junho de 2019, 23h13

Moro e procuradores da Lava Jato resistem em entregar celulares para investigação

Procuradores do MPF e o ex-juiz Sérgio Moro, que se afirmam vítimas de ataque de hackers, não querem entregar seus aparelhos para perícia da Polícia Federal após revelações de conversas trazidas pelo The Intercept Brasil

O ex-juiz Sérgio Moro, que insiste na narrativa de que hackers obtiveram e adulteraram suas conversas (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os procuradores do MPF e o ex-juiz Sérgio Moro, que se afirmam vítimas de um ataque de hackers, não querem entregar seus aparelhos para perícia da Polícia Federal.

Segundo informações da coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, as maiores dificuldades dos investigadores da PF até o momento têm sido exatamente conseguir acessar os aparelhos daqueles que têm afirmado que sofreram tentativas de invasão.

Para contornar essa resistência, os peritos vão até a vítima e fazem um “espelhamento” dos aparelhos, extraindo grande parte dos dados, mas sem a mesma eficiência de uma análise completa dos telefones.

Os procuradores afirmam que seus celulares foram invadidos por hackers após ligações recebidas do mesmo número. Segundo membros do grupo do Telegram do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), um suposto invasor do telefone do conselheiro Marcelo Weitzel Rabello de Souza teria enviado mensagens suspeitas, na terça-feira (13), e se identificado: “aqui é o hacker”.

A investigação da PF vem em meio ao escândalo que ficou conhecido com “Vaza Jato”: desde o último domingo (9), o site The Intercept Brasil vem divulgando uma série de reportagens que mostram conversas privadas em aplicativos de mensagens entre Moro e procuradores do MPF que indicam articulações ilegais na operação Lava Jato.


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