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13 de dezembro de 2019, 11h49

Mourão passa pano para a ditadura, diz que foi apenas “um período autoritário” e que AI-5 não era todo dia

Sem saber quantas vezes o ato foi invocado pela ditadura, Mourão diz que "não foi a quantidade que se diz" e que a repressão não ocorria "todo dia". "Foram as duas vezes que o Congresso foi fechado com o uso do AI-5"

Mourão e Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Na véspera do dia que marca os 51 anos do AI-5, que endureceu a repressão na Ditadura, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) passou pano para o regime militar em entrevista ao site Huffpost Brasil, discordando do “termo” e ressaltando que o Ato Institucional não era bem como se diz hoje em dia.

“Vamos colocar a coisa da seguinte forma: em primeiro lugar eu discordo do termo “ditadura” para o período de presidentes militares. Para mim foi um período autoritário, com uma legislação de exceção, em que se teve que enfrentar uma guerrilha comunista e que terminou por levar que essa legislação vigorasse durante 10 anos”, disse Mourão, ao ser indagado se o governo Jair Bolsonaro estaria levando o Brasil a uma nova ditadura.

Sem saber quantas vezes o AI-5 foi instaurada pela ditadura, Mourão diz que “não foi a quantidade que se diz” e que a repressão não ocorria “todo dia”.

“Nem eu sei [quantas vezes o ato foi invocado]. Mas não foi a quantidade que se diz. Por exemplo, o fechamento do Congresso acho que houve duas vezes. Foi logo que ele foi implementado, no final de 68, início de 69, e em 77, quando o presidente [Ernesto] Geisel colocou aquele famoso pacote de abril, que colocou a figura do senador biônico. Foram as duas vezes que o Congresso foi fechado com o uso do AI-5”, afirmou Mourão, que descartou uma ditadura Bolsonaro, dizendo que hoje se vive “uma plenitude democrática”.

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