sexta-feira, 18 set 2020
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MP afirma que Flávio Bolsonaro admitiu ter lucrado 82% a mais do que o declarado

O senador Flávio Bolsonaro recebeu quase o dobro dos lucros do seu sócio Alexandre Santini na loja de chocolates da Kopenhaen, franquia pertencente aos dois. Além disso, declarou uma retirada de valores 82% acima do que a própria empresa relatou à Receita Federal, conforme apuração do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Segundo reportagem de Bernardo Mello e Juliana Castro, de O Globo, o filho do presidente declarou ter retirado R$ 793,4 mil de receita nos três primeiros anos em que esteve à frente da loja, inaugurada em 2015.

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No entanto, a própria empresa divulgou, em declarações de informações socioeconômicas e fiscais (DEFIS) relativas ao Simples nacional, que Flávio retirou R$ 435,6 mil no período.

Há, segundo o MP, também divergências nas retiradas de Santini. Os documentos apontam que ele declarou lucros de R$ 288,9 mil, valor mais de R$ 24 mil abaixo da transferência que a loja informou à Receita Federal.

Com isso, o MP conclui que Flávio obteve quase R$ 500 mil a mais do que Santini nos três anos iniciais de atividade da loja.

“Laranja”

Os investigadores mencionam o que chamam de a “inexplicável desproporção na distribuição de lucros” da loja, “associada à coincidência do valor da diferença paga” a Flávio Bolsonaro em relação a seu sócio. A suspeita do MP é que Santini “possa ter figurado inicialmente nos contratos como ‘laranja’”.

O órgão também aponta que o dinheiro da “rachadinha” foi lavado na loja de Flávio e em transação de imóveis. Ao todo, os promotores suspeitam que o filho do presidente tenha injetado recursos ilícitos não declarados R$ 2,27 milhões nesses dois meios.

Redação
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