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11 de maio de 2018, 12h28

MP denuncia ex-diretor do Metrô: “Ele desejava receber os valores da propina em dinheiro, espécie”

Os delatores revelaram ainda que os repasses ilícitos favoreceram um cartel formado pelas cinco maiores empreiteiras do país

Delações de dois executivos da Camargo Corrêa apontam que o ex-diretor do Metrô, Sergio Correa Brasil, recebeu R$ 2,5 milhões em propina para fraudar a licitação das obras da Linha 5-Lilás, em 2010. Por conta disto, o Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-diretor por corrupção e lavagem de dinheiro. Na denúncia, o MP afirma que o executivo ‘desejava receber os valores da propina em dinheiro, espécie’.

Os valores, afirma o promotor Marcelo Mendroni, foram transferidos por meio de dois contratos simulados entre a Camargo Corrêa e a empresa AVBS, de Gilmar Alves Tavares – também alvo da denúncia, por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

“Assim que, para viabilizar o pagamento da vantagem indevida a Sergio Correia Brasil, ficou estabelecido que haveria um contrato ou mais contratos de prestações de serviços simulados – com pagamentos sem efetiva contrapartida de prestação de serviços, entre a CCCC e a empresa indicada por ele – Sergio Correa Brasil, denominada AVBS”, registrou a Promotoria.

Os delatores revelaram ainda que os repasses ilícitos favoreceram um cartel formado pelas cinco maiores empreiteiras do país. A Linha Lilás começou a ser construída em 1998 e ainda não foi completamente inaugurada.

Nota do Metrô

“O Governo do Estado de São Paulo e o Metrô são vítimas dos crimes investigados pelo Ministério Público. Por isso, colaboram com o processo analisando as cláusulas da proposta de delação em suas condições jurídicas, financeiras e técnicas, para que sua homologação garanta a proteção do interesse público.

A Procuradoria Geral do Estado investiga o caso e irá solicitar ressarcimento aos cofres públicos frente comprovação das irregularidades.

O Metrô é o maior interessado na apuração das denúncias de formação de cartel ou de conduta irregular de agentes públicos e, assim, continua à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

Cabe salientar ainda que Sérgio Corrêa Brasil não é mais funcionário da Companhia desde dezembro de 2016.”

Com informações do G1

 


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