sexta-feira, 25 set 2020
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MP denuncia ex-diretor do Metrô: “Ele desejava receber os valores da propina em dinheiro, espécie”

Delações de dois executivos da Camargo Corrêa apontam que o ex-diretor do Metrô, Sergio Correa Brasil, recebeu R$ 2,5 milhões em propina para fraudar a licitação das obras da Linha 5-Lilás, em 2010. Por conta disto, o Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-diretor por corrupção e lavagem de dinheiro. Na denúncia, o MP afirma que o executivo ‘desejava receber os valores da propina em dinheiro, espécie’.

Os valores, afirma o promotor Marcelo Mendroni, foram transferidos por meio de dois contratos simulados entre a Camargo Corrêa e a empresa AVBS, de Gilmar Alves Tavares – também alvo da denúncia, por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

“Assim que, para viabilizar o pagamento da vantagem indevida a Sergio Correia Brasil, ficou estabelecido que haveria um contrato ou mais contratos de prestações de serviços simulados – com pagamentos sem efetiva contrapartida de prestação de serviços, entre a CCCC e a empresa indicada por ele – Sergio Correa Brasil, denominada AVBS”, registrou a Promotoria.

Os delatores revelaram ainda que os repasses ilícitos favoreceram um cartel formado pelas cinco maiores empreiteiras do país. A Linha Lilás começou a ser construída em 1998 e ainda não foi completamente inaugurada.

Nota do Metrô

“O Governo do Estado de São Paulo e o Metrô são vítimas dos crimes investigados pelo Ministério Público. Por isso, colaboram com o processo analisando as cláusulas da proposta de delação em suas condições jurídicas, financeiras e técnicas, para que sua homologação garanta a proteção do interesse público.

A Procuradoria Geral do Estado investiga o caso e irá solicitar ressarcimento aos cofres públicos frente comprovação das irregularidades.

O Metrô é o maior interessado na apuração das denúncias de formação de cartel ou de conduta irregular de agentes públicos e, assim, continua à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.

Cabe salientar ainda que Sérgio Corrêa Brasil não é mais funcionário da Companhia desde dezembro de 2016.”

Com informações do G1

 

Redação
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