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17 de dezembro de 2018, 20h28

MP-RJ marca depoimento de Fabrício Queiroz para esta quarta-feira

O ex-assessor do deputado Flávio Bolsonaro, que está sumido, deverá explicar a movimentação de R$ 1,28 milhão em sua conta corrente, identificada como suspeita pelo Coaf

Foto: Reprodução

Pivô de um escândalo que atingiu a família Bolsonaro, Fabrício Queiroz, o ex-assessor do deputado Flávio Bolsonaro, tem depoimento marcado no Ministério Público do Rio de Janeiro para esta quarta-feira (19), a partir das 14 horas.

Queiroz, que está sumido, terá de explicar a movimentação de R$ 1,28 milhão em sua conta corrente, identificada como suspeita pelo Coaf por ser incompatível com seu rendimento médio de cerca de R$ 20 mil por mês.

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Informações que constam em relatório do Coaf a respeito das movimentações suspeitas de Queiroz indicam que a maioria dos depósitos em dinheiro na conta do ex-motorista de Flávio Bolsonaro coincide com as datas de pagamento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Queiroz recebeu pagamentos de nove ex-assessores de Flávio. Das datas dos depósitos realizados em dinheiro nas contas do ex-assessor com os dias de pagamento dos salários da Alerj entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, em praticamente todos os meses, a maior parte do dinheiro entra na conta de Fabrício no mesmo dia ou poucos dias depois de os servidores receberem o salário.

Cruzamento de dados

Entre janeiro e dezembro de 2016, a conta de Queiroz recebeu depósitos mensais de valores idênticos ou semelhantes feitos sempre nas mesmas agências bancárias e em dinheiro vivo. Somadas, as operações repetidas chegam a R$ 55,5 mil.

O cruzamento de dados do Coaf foi feito pelo jornal O Globo. O órgão afirma que “foi identificada a realização de operações fracionadas em espécie”. Entre elas, estão 59 repasses em dinheiro vivo a Queiroz, que totalizam R$ 216 mil.

O valor que mais se repete é bastante específico: em sete meses a conta recebeu depósitos de R$ 1.771 feitos na agência 0532 do Banco Itaú, localizada na Rua Jardim Botânico. Os depósitos nesse valor foram feitos sempre no mesmo dia ou poucos dias depois do pagamento de servidores da Alerj.

Na agência 5663, do Itaú, localizada na Rua Aristides Lobo, no Rio Comprido, duas movimentações desse tipo foram registradas. Em setembro, novembro e dezembro foram feitos depósitos em espécie no valor de R$ 4.246. Já em outros seis meses foram feitas transferências entre R$ 4.200 e R$ 4.600. Uma ex-servidora do gabinete do Flávio Bolsonaro que fez repasses a Queiroz é sócia de um restaurante localizado em frente à agência bancária.

Há também quatro depósitos de R$ 1.000 nos meses de março, maio, setembro e outubro. Embora tenham sido feitos em três agências diferentes, os endereços são próximos. As três unidades do Itaú ficam distantes apenas 800 metros entre si, na Taquara: duas ficam na Estrada do Tindiba, enquanto a terceira está localizada na Avenida Nelson Cardoso.

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