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09 de fevereiro de 2020, 19h25

MP-RJ soube de antemão da operação que o matou Adriano da Nóbrega

Segundo o Gaeco, ligado ao MP-RJ, Nóbrega estava sendo monitorado há mais de um ano. “Toda a sua rede de proteção, e os possíveis paradeiros” eram conhecidos pelos investigadores, do miliciano, confirme nota sobre o tema.

Adriano Magalhães da Nóbrega - Foto: Reprodução

A operação que terminou com a morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega nasceu de uma coordenação entre MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e a PM-BA (Polícia Militar da Bahia), que já sabiam onde ele estava escondido.

Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), ligado ao MP-RJ, Nóbrega estava sendo monitorado há mais de um ano. “Toda a sua rede de proteção, e os possíveis paradeiros” eram conhecidos pelos investigadores, do miliciano, confirme nota sobre o tema.

O MP-RJ também tinha conhecimento da operação deste domingo (9), assim que o Gaeco da Bahia obteve a autorização da Justiça para realizá-la. “Em razão do local do fato, as circunstâncias da morte do foragido da Justiça serão apuradas pelas estruturas locais com atribuição, conforme determina a lei”, diz a nota.

A operação acabou terminou com a morte de Nóbrega, miliciano investigado como suspeito de participação no assassinato de Marielle Franco, e que também tem envolvimento com o senador Flávio Bolsonaro – sua esposa e sua mãe figuravam como funcionárias do escritório do então deputado estadual, e seriam parte de um esquema de “rachadinha”, segundo denúncia.

Após matar o miliciano, a PM-BA encontrou 4 armas e 13 celulares na casa em que ele estava escondido – que pertencia a Gilsinho da Dedé, vereador do PSL da Bahia.


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