MP pede que TCU investigue se atos golpistas de Bolsonaro usaram verba pública

O procurador Lucas Rocha Furtado apontou que ato reuniu uma "minoria sectária e radical, capitaneada pelo próprio chefe do Poder Executivo"

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, representante do Ministério Público (MP) no Tribunal de Contas da União (TCU), acionou o TCU nesta quarta-feira (8) pedindo que se apure se houve utilização indevida de verba pública na organização dos atos golpistas realizados no 7 de setembro por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

“Foi com verdadeiro assombro que a maioria da população brasileira que desaprova o atual governo e o presidente da República (64% o desaprovam, segundo a mais recente pesquisa) presenciou ontem a realização de manifestações de caráter antidemocrático e golpista, realizada por uma minoria sectária e radical, capitaneada pelo próprio chefe do Poder Executivo. Pleiteavam o fechamento do Supremo Tribunal Federal, a destituição de todos os ministros da Suprema Corte, intervenção militar, além de outras pautas inconstitucionais e até criminosas”, diz trecho da ação.

O procurador aponta ainda que “o presidente da República, em discursos em Brasília e São Paulo, defendeu abertamente a desobediência a ordens judiciais, proferiu ameaças ao Ministro Alexandre de Moraes e desacreditou o sistema eleitoral”.

Dessa maneira, Furtado pede que o TCU apure se houve utilização de recursos públicos “na convocação, divulgação e organização de manifestações antidemocráticas e de caráter golpista do dia 7 de setembro”.

Com informações do Metrópoles e da Veja

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global