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15 de maio de 2019, 20h22

MP teria apontado compra de 19 imóveis por Flávio Bolsonaro, diz Veja

Segundo reportagem, os procuradores afirmam ter achado elementos que indicam a prática, no gabinete de Flávio, à época deputado, de crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Flavio Bolsonaro (Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado)

A situação do senador Flávio Bolsonaro começa a se complicar ainda mais. O Ministério Público Federal (MPF), depois de pedir a quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas ao filho do presidente, teria apontado indícios de que o parlamentar usou a compra e venda de imóveis para lavar dinheiro, segundo reportagem exclusiva de Fernando Molica, da Veja.

Na ação, os procuradores teriam afirmado achar elementos que indicam a prática, no gabinete de Flávio, de crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a investigação, entre os anos de 2010 e 2017, o Flávio, que era deputado à época, lucrou R$ 3,089 milhões em negócios imobiliários em que existem “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”. No período, ele teria investido nada menos do que R$ 9,425 milhões na compra de 19 imóveis.

No documento sigiloso, obtido por VEJA, o MP diz que a suposta fraude pode ter ocorrido para “simular ganhos de capital fictícios” que teriam como objetivo encobrir “o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos” da Assembleia Legislativa do Rio.

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Ainda conforme reportagem de Veja, os promotores mencionam casos em que teria ocorrido valorização excessiva de imóveis comprados por Flávio.

Um dos exemplos teria ocorrido em 27 de novembro de 2012. Diz a matéria que Flávio adquiriu, por R$ 140 mil, um apartamento em Copacabana. Quinze meses depois vendeu o imóvel por R$ 550 mil, o que representa um lucro de 292%.

Paraíso fiscal

Entre outros casos citados pela reportagem, o MP ressaltou que, entre dezembro de 2008 e setembro de 2010, Flávio teria adquirido dez salas comerciais na Barra da Tijuca, por R$ 2,662 milhões. Em outubro de 2010, todos os imóveis teriam sido vendidos para a empresa MCA Exportação e Participações por R$ 3,167 milhões.

Os promotores enfatizam que um dos compradores é a Listel S.A., empresa com sede no Panamá, um paraíso fiscal. A partir disso, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) considera que existam “sérios indícios” de lavagem de dinheiro.


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