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20 de maio de 2019, 15h19

MPF quer suspender licitação de autódromo do Rio, onde Bolsonaro quer realizar GP de Fórmula-1

A alegação para o pedido de cancelamento da licitação é a falta de estudos de impacto ambiental do projeto em área de Mata Atlântica

Projeto do novo autódromo do Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu recorrer à Justiça para tentar suspender a licitação destinada à escolha da empresa que deverá construir o novo autódromo do Rio de Janeiro, que está orçado em R$ 850 milhões. A alegação é a falta de estudos de impacto ambiental do projeto em área de Mata Atlântica.

O projeto prevê a construção do Novo Autódromo do Rio no local conhecido como Floresta de Camboatá, em Deodoro, Zona Oeste da cidade. Segundo o MPF, a área “é o único ponto remanescente de grande porte de Mata Atlântica em área plana na cidade”.

A apresentação do estudo de impacto ambiental já havia sido exigida pela Justiça em setembro de 2018. “Porém, naquela ação, o Município do Rio de Janeiro não foi parte, aproveitando-se disso, em acordo com os governos estadual e federal, para lançar o edital para licitação do Novo Autódromo, sem qualquer previsão acerca da necessidade de Estudo Prévio de Impacto Ambiental, ou mesmo dos custos com medidas mitigadoras e compensatórias dos impactos”, destacou o MPF ao justificar a nova ação para impedir a licitação da área.

Apoio de Bolsonaro

A construção do novo autódromo do Rio conta com o apoio de Jair Bolsonaro, que deseja que o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 seja realizado lá, já em 2020, não mais em Interlagos, em São Paulo, embora haja contrato para a realização da prova na capital paulista até 2020.

Em 8 de maio, Bolsonaro assinou um termo de cooperação com o governador Wilson Witzel e o prefeito Marcelo Crivella para que o novo autódromo receba as provas de Fórmula 1 e de motovelocidade.

 


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