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20 de fevereiro de 2020, 20h52

Mulheres do PT divulgam nota sobre agressões da Alesp

Sessão de votação da reforma da Previdência dos servidores estaduais foi marcada por bate-boca e ataques machistas

Deputadas do PT protestam contra Caue Macris (PSDB), presidente da Alesp (Reprodução)

As mulheres do Partido dos Trabalhadores divulgaram nesta quinta-feira (20) uma nota sobre as agressões ocorridas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), durante a votação em segundo turno da reforma da Previdência dos servidores estaduais, manifestando solidariedade às deputadas da legenda.

A votação da Reforma foi adiada para terça-feira (3), depois do Carnaval, devido à confusão, que começou com uma discussão entre Arthur do Val (Patriotas), o “Mamãe Falei”, e Teonilio Barba (PT).

A nota foi direcionada especialmente às deputadas Beth Sahão, Marcia Lia e Professora Bebel, “que atenderam ao chamado para o enfrentamento contra este verdadeiro projeto de desmonte dos serviços públicos em nosso estado, mas não sem ter de lidar com as estruturas mais perversas do patriarcado”.

As parlamentares se envolveram com a discussão após serem provocadas verbalmente por deputados bolsonaristas. Vídeos mostram o momento da confusão. “Ela me agrediu. Ela me deu um murro na cara. Vai lá se tratar sua doida”, disse Douglas Garcia (PSL-SP) ao alegar ter sido agredido por Lia.

A nota especifica que as deputadas foram “desqualificadas em sua sanidade, integridade e posição política”. “Experienciaram mais uma vez o quanto a presença de mulheres nos espaços da política incomoda aqueles que se acostumaram com o privilégio de dialogar apenas entre seus iguais – homens brancos e de trajetória política oligárquica”, diz o texto, que também chama a atenção para o machismo dos deputados governistas.

“Legitimados por um presidente da república que não faz questão de esconder seu machismo, não apenas em suas declarações, mas na agenda política de seu governo, que está desmontando a política de enfrentamento à violência criada nos governos de Lula e Dilma, a arena política de São Paulo segue a mesma linha política do clã Bolsonaro – ou BolsoDoria”.

O texto ainda convida a população para a manifestação contra a Reforma da Previdência paulista, projeto encampado pelo governador João Doria (PSDB).

Confira a íntegra.

NOTA DAS MULHERES DO PT CONTRA AS AGRESSÕES DIRECIONADAS ÀS DEPUTADAS DO PT NA ALESP

O Coletivo Estadual de Mulheres do PT de São Paulo manifesta sua solidariedade à aguerrida bancada do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que deu mais uma demonstração de força e compromisso com as trabalhadoras e os trabalhadores do nosso estado por ocasião da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2019, a reforma da previdência imposta pelo governador João Doria (PSDB).

Dirigimo-nos especialmente às nossas três deputadas petistas – Beth Sahão, Marcia Lia e Professora Bebel – que atenderam ao chamado para o enfrentamento contra este verdadeiro projeto de desmonte dos serviços públicos em nosso estado, mas não sem ter de lidar com as estruturas mais perversas do patriarcado.

Desqualificadas em sua sanidade, integridade e posição política, experienciaram mais uma vez o quanto a presença de mulheres nos espaços da política incomoda aqueles que se acostumaram com o privilégio de dialogar apenas entre seus iguais – homens brancos e de trajetória política oligárquica.

O plenário da Alesp corroborou aquilo que o feminismo nos ensina de maneira reiterada: a luta por mais mulheres na política não está dissociada de sua intersecção com a luta de classes. Afinal, mulheres comprometidas com um governo anti-povo e que atuam como agentes do patriarcado contra outras mulheres não nos servem!

Legitimados por um presidente da república que não faz questão de esconder seu machismo, não apenas em suas declarações, mas na agenda política de seu governo, que está desmontando a política de enfrentamento à violência criada nos governos de Lula e Dilma, a arena política de São Paulo segue a mesma linha política do clã Bolsonaro – ou BolsoDoria.

Estendemos nosso respeito e estima às deputadas que foram solidárias às petistas. E reforçamos o chamado para que todas e todos estejam presentes na Assembleia Legislativa de São Paulo no próximo dia 3 de março, para barrar a Reforma da Previdência de Doria!

Aos que se incomodam com a força e a potência dessas corajosas mulheres, fazemos coro a suas vozes e repetimos: Silenciadas Nunca Mais!

Secretaria e Coletivo de Mulheres do PT de São Paulo


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