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10 de abril de 2019, 11h39

Na Câmara, ministro fala por 10 minutos e diz que agenda “disfarçada” de ambiental tolhe desenvolvimento

Em audiência Pública, ministro Ricardo Salles usou um terço do tempo destinado a ele e afirmou que “o meio ambiente, em que pese sua relevância, não é um fim em si mesmo"

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente (Reprodução)

A apresentação inicial do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em Audiência Pública na Câmara Federal nesta quarta-feira (10) frustrou por não apontar o planejamento, metas e ações da pasta. Ao gestor foram oferecidos 30 minutos para que expusesse os trabalhos, mas Sales só utilizou um terço do tempo, o que gerou críticas do deputado Nilto Tatto (PT), membro da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

“O que a gente viu aqui foi proselitismo, debate de conceitos (…) e ainda conceito mal formulado. Fala em ideologia, mas não explica qual. Já começa mal”, reclamou.

Mesmo sendo oferecido mais tempo para complementar sua intervenção, Salles declinou, alegando que prefere responder perguntas dos parlamentares e que o detalhamento de todas as ações consumiria muito tempo.

Nos dez minutos de explanação, o ministro pontuou que a qualidade ambiental urbana será prioridade da pasta. Quando falou sobre Amazônia, unidades conservação e preservação da biodiversidade, Salles afirmou que agendas “disfarçadas” em defesa do meio ambiente tolhem o desenvolvimento e são nocivas para as pessoas.

Ainda sobre isso, ele disse que todos os recursos naturais devem militar em favor do desenvolvimento do Brasil. “O meio ambiente, em que pese sua relevância, não é um fim em si mesmo”.

A reunião é acompanhada por ambientalistas e indígenas que seguram cartazes com dizeres como “Ministro do Zero Ambiente”, “Amazônia não está à venda” e “+ Chico Mendes – Ricardo Salles”.


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