Na mira do governo para privatização, pré-sal vai representar 80% da produção da Petrobras

Divulgação do plano de negócios pela Petrobras despertou a sanha das transnacionais petrolíferas. Diretor da Shell já pressiona por mudança no modelo de concessão, para dar mais poder às empresas privadas sobre o pré-sal

Na mira de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia, para privatização ou abertura para exploração das transnacionais petrolíferas, o chamado pré-sal deve vai representar 80% da produção da Petrobras até 2025, segundo o plano estratégico da empresa, divulgado nesta segunda-feira (30).

Já em 2021, a previsão é que 67% da produção da Petrobras seja oriunda do pré-sal, que receberá US$ 3 bilhões em investimentos da estatal.

Até 2025, os investimentos devem chegar a US$ 46,5 bilhões, sendo 36% do montante no campo de Búzios, na Bacia de Santos.

Sanha privatista
As informações despertaram a sanha das transnacionais do petróleo. Nesta terça-feira (1º), Cristiano Pinto da Costa, diretor de ativos do pré-sal da Shell, cobrou do governo Bolsonaro que acelere a discussão do modelo de contratação dos campos.

“O Brasil precisa tomar uma decisão no ano que vem sobre o modelo de contratação para o país. O modelo de concessão é mais competitivo e vai atrair mais investimentos dada a situação da indústria. Acho que o Brasil tem tempo hábil [para concluir a discussão] em 2021, não podemos deixar passar essa janela de oportunidade”, afirmou o diretor da Shell em evento.

Associação que promove o lobby das transnacionais no Brasil, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) luta para colocar fim ao regime de partilha, instituído ainda no governo Lula, que prevê que toda exploração do pré-sal tem que ter a participação da Petrobras.

O IBP defende o modelo de concessão, a remuneração do governo é feita através do pagamento de royalties, sem se envolver diretamente no processo de exploração.

Com informações do Valor Econômico

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Plinio Teodoro

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