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25 de julho de 2018, 09h32

Não adianta distribuir preservativos a moradores de favelas, pois a molecada vai brincar de bexiga, disse Bolsonaro

Quando era vereador no Rio, ele disse também que a contenção da explosão demográfica deve ocorrer "em cima da classe mais humilde"

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Quando era vereador no Rio, ele disse também que a contenção da explosão demográfica deve ocorrer “em cima da classe mais humilde”O candidato à presidência Jair Bolsonaro disse, quando era vereador no Rio, nos anos 1990, que o pobre “não sabe fazer nada”. Entre outras posições defendidas na tribuna da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, disse também que a contenção da explosão demográfica deve ocorrer “em cima da classe mais humilde”.

Como se não bastasse, Bolsonaro advertiu que não adianta distribuir preservativos a moradores de favelas, pois “a molecada vai brincar de bexiga”. Sobre mulheres, “tem muito pouco a falar”, a não ser que nasceu de uma. Maus políticos vão desaparecer quando “se acabarem os pobres e os miseráveis”.

Bolsonaro tinha, na ocasião, 34 anos de idade e estava na reserva remunerada do Exército como capitão. Ele se elegera vereador em 1988 pelo conservador PDC (Partido Democrático Cristão), que depois se fundiria com o PDS de Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo.

As falas de Bolsonaro foram transcritas no DCM (Diário da Câmara Municipal) do Rio, pois na época ainda não havia canal de TV.

Alckmin

A candidatura de Geraldo Alckmin, depois de uma sucessão de resultados ruins em pesquisas eleitorais, começa a se viabilizar nos setores da centro-direita. O tucano acaba de receber o apoio do grupo político conhecido como “centrão” e começa a aparecer como a candidatura dos grandes meios de comunicação do país. É neste contexto, em meio à disputa por este campo político, que o jornal Folha de S.Paulo pesquisou as mais de 2.000 menções ao nome de Bolsonaro, entre os anos de 1989 a 1991.

Leia mais sobre o assunto na Folha


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