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15 de fevereiro de 2020, 20h28

“Não tenho absolutamente nada com milícia”, diz Flávio Bolsonaro

Além de ter homenageado Adriano da Nóbrega duas vezes na Alerj, filho do presidente empregou mãe e esposa do miliciano em seu gabinete

Adriano da Nóbrega, Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz – Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro fez um pronunciamento neste sábado (15) ao lado do pai, o presidente Jair Bolsonaro, sobre seu vínculo com Adriano da Nóbrega, miliciano morto no último domingo (9) e acusado de ser chefe do grupo “Escritório do Crime”. Flávio disse que não tem “absolutamente nada com milícia” e que a homenagem feita a Adriano na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em 2005, se deu por seus feitos como policial.

“Vou continuar defendendo [os policiais militares]. Não adianta querer me vincular com milícia, porque eu não tenho absolutamente nada com milícia”, disse o filho do presidente, que também atacou a imprensa, dizendo que os jornais deveriam cobrir os feitos positivos do governo do pai.

Flávio Bolsonaro também comentou sobre o pedido que fez nas redes sociais para que o corpo do miliciano não fosse cremado. Para o senador, a medida seria uma forma de “sumir” com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado”.

“Sobre Adriano, para não ter dúvida. Eu tive a informação de que queriam cremar o corpo dele. Fui às redes sociais e fiz questão de que não fizessem, porque, pelo que eu sou, e pelo que está na revisita [Veja], ele foi torturado. Para falar o quê? Com certeza para falar contra nós”, disse.

Assim como o filho, Bolsonaro também defendeu o miliciano neste sábado. No mesmo evento, o presidente disse que Adriano era um “herói” quando foi homenageado pelo filho na Alerj. Bolsonaro ainda acrescentou que ele próprio fez o pedido de condecoração.

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