Fórumcast, o podcast da Fórum
22 de julho de 2019, 09h04

“Não tenho medo de ditador, de subditador, de projeto de ditador”, diz Flávio Dino

Em entrevista a jornal maranhense, Dino destacou que Bolsonaro é movido por ódio e preconceito e que até na ditadura militar os governadores estaduais eram respeitados

O governador do Maranhão, Flávio Dino (Arquivo)

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou em entrevista a Giovana Kury, divulgada neste domingo (21) no site O Imparcial, que não irá se afetar pelas críticas de Jair Bolsonaro e seguirá defendendo o estado. Ele destacou que o presidente deve seguir o pacto federativo e até mesmo na ditadura militar os governadores estaduais eram tratados com respeito.

Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo

“Não é a opinião isolada do presidente da República, movido por ódio e preconceito, que vai afetar minha atuação. Não tenho medo de cara feia, de grito, não tenho medo de nada disso. Não tenho medo de ditador, de subditador, de projeto de ditador. Então, vou manter a minha atitude sempre respeitosa, sempre no plano político e ideológico, como faço, nunca no plano pessoal”, disse Dino na entrevista.

O governador reafirmou também que está pronto para colaborar com o Governo Federal no que tange a atuação em benefício da população do Maranhão com base no federalismo. “É meu dever defender o estado para que o Governo Federal respeite o Maranhão e respeite o Nordeste.”

Veja também:  Freixo questiona silêncio de Moro e quem responde é Carlos Bolsonaro

O governador ainda afirmou ter ficado surpreso com a declaração de Bolsonaro, mas que não se abalou e “dormiu tranquilo”. “Recebi com espanto esse nível de ódio e agressividade. De um lado, é algo incompatível com a Constituição e com o princípio federativo; de outro, constitui uma ruptura unilateral, por parte dele, do clima respeitoso que sempre houve no Brasil. Mesmo na ditadura militar, se lembrarmos do último presidente, João Figueiredo, ele conviveu com Leonel Brizola, Franco Montoro, Tancredo Neves, Zé Richa, entre outros governadores, que eram de partidos de oposição”, declarou.

Sobre a possibilidade do presidente sofrer um impeachment pelas declarações, Dino disse que não caberia a ele avaliar. “É uma reflexão que, algum momento, vai se colocar na Câmara e no Senado. Não cabe a mim tratar desse assunto, pois é de outras competências. Mas, aparentemente, vai se construindo um caminho em que ele [Bolsonaro] vai, cada vez mais, governando para poucos, de modo agressivo. Sem dúvida, é um debate que, infelizmente, vai se colocando por conta desse conjunto de atitudes e declarações”, afirmou.

Veja também:  Jean Wyllys diz que sequestro de ônibus no Rio parece golpe de marketing perfeito

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum