Fórumcast #20
15 de maio de 2019, 09h53

Negócios imobiliários de Flávio Bolsonaro estão na mira da quebra de sigilo

Em um dos casos, o próprio Flávio Bolsonaro teve 48 depósitos feitos em sua conta bancária, no valor de R$ 2 mil cada, identificados pelo Coaf no início do ano

Foto: Reprodução

Entre os 95 pedidos de quebra de sigilo fiscal e bancário autorizados pela Justiça do Rio no fim de abril aparecem vários participantes de negócios imobiliários envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Entre eles, estão três empresas do ex-jogador de vôlei de praia Fábio Guerra, que comprou em 2017 um apartamento de Flávio na Zona Sul do Rio por R$ 2,4 milhões, terão suas informações levantadas pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) – além do próprio Fábio e de sua mulher, Jordana Guerra.

Fábio revelou que parte do pagamento deste apartamento foi por meio de dinheiro em espécie. O próprio Flávio Bolsonaro justificou assim os 48 depósitos feitos em sua conta bancária, no valor de R$ 2 mil cada, identificados pelo Coaf no início do ano.

Duas das empresas que terão seu sigilo levantado entre 2007 e 2018 – a FGRF Beach Volley Eventos Esportivos e a L.A. Atividades de Recreação e Lazer -, usadas para que Fábio recebesse premiações nos tempos de jogador, estavam inativas no último ano. Já a Guerra Comércio de Cosméticos e Perfumes funciona, oficialmente, em uma sala comercial no centro do Rio, embora funcionários de outras lojas digam que raramente veem alguém no local. O jornal O Globo encontrou a porta fechada na manhã desta terça-feira.

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Outra empresa que terá seu sigilo levantado é a MCA Exportação e Participações, que tem entre seus sócios uma firma com sede no Panamá — também alvo de quebra de sigilo. Em 2010, a MCA comprou 12 salas comerciais de Flávio Bolsonaro em um prédio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, onde funciona atualmente. Flávio havia comprado sete dessas salas 45 dias antes de fechar a venda e teria lucrado mais de R$ 300 mil no negócio, segundo a “Folha de S. Paulo”. Marcello Cattaneo Adorno e Delio Thompson de Carvalho Filho, dois sócios da MCA, também tiveram o sigilo quebrado pela Justiça.

 


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