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13 de maio de 2018, 12h19

Negros ainda ganham R$ 1,2 mil a menos que os brancos, diz IBGE

Neste domingo, a Abolição dos Escravos completa 130 anos, tendo deixado rastros de desigualdades ainda muito acentuados

Neste domingo (13), a Abolição dos Escravos completa 130 anos, tendo deixado rastros de desigualdades ainda muito acentuados, conforme especialistas. A escravidão, no entanto, não está só nesta herança. A falta de políticas públicas e apoio aos emancipados colaborou, e colabora até hoje, em muito para este quadro.

De acordo com dados do IBGE obtidos pelo G1, os trabalhadores negros ganham cerca de R$ 1,2 mil a menos que os brancos em média. Os dados são do 4º trimestre de 2017 e fazem parte da Pnad Trimestral, que disponibiliza informações desde 2012. Os números mostram que, entre 2012 e 2017, não houve nenhuma mudança substancial na diferença de rendimento entre negros e brancos.

Especialistas apontam que desigualdades históricas estão por trás das grandes disparidades enfrentadas pelos negros no mercado de trabalho. O menor acesso à educação é um deles, bem como condições de vida mais precárias.

Salário médio dos brasileiros

Os negros, que são os pretos e os pardos, segundo classificação do IBGE, ganham bem menos que os brancos em média

O preconceito e o racismo são o outro lado dessa “herança” centenária, que remete, ainda segundo especialistas, ao período de escravidão.

Há exatos 130 anos, a prática de comprar e vender outras pessoas foi abolida do país com a Lei Áurea, assinada no dia 13 de maio de 1888. Os negros, porém, foram escravos no país durante mais de 300 anos, um período marcado por diversas revoltas, mas também pela naturalização da servidão, segundo Maria Helena Machado, professora da Universidade de São Paulo especialista na história social da escravidão.

“No Brasil, a escravidão permeou a sociedade toda. As pessoas viviam com a escravidão de maneira muito naturalizada. Quando uma sociedade é construída sob uma base dessas, a mudança é bastante longa e difícil, é árdua”, diz a professora.

Leia a matéria completa no G1


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