Nise Yamaguchi foi à Brasília 13 vezes e usou R$ 16 mil em dinheiro para passagens

Ao menos uma das viagens, no dia 30 de setembro de 2020, foi paga pelo Ministério da Saúde, que desembolsou R$ 3 mil para a médica ir até Brasília gravar um vídeo fazendo propagando do tratamento precoce

Investigada pela CPI do Genocídio como uma das comandantes do chamado “gabinete paralelo”, a médica oncologista Nise Yamaguchi viajou ao menos 13 vezes para Brasília entre maio de 2020 e maio de 2021 e teria usado mais de R$ 16 mil em dinheiro para pagar as passagens.

A informação consta de documentos enviados à CPI do Genocídio pela empresa aérea Latam e foi divulgada neste sábado (19) pela rádio CBN.

Ao menos uma das viagens, no dia 30 de setembro de 2020, foi paga pelo Ministério da Saúde, que desembolsou R$ 3 mil para a médica ir até Brasília gravar um vídeo fazendo propagando do tratamento precoce.

Em depoimento à CPI, Nise afirmou que o governo pagou apenas uma viagem dela à Brasília e negou que fizesse parte do chamado “gabinete paralelo”, embora tenha dito que aconselhou Jair Bolsonaro por diversas vezes.

Notícias relacionadas

Avatar de Plinio Teodoro

Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR