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14 de outubro de 2019, 16h09

Nizan Guanaes, financiador de Tabata, foi quem primeiro chamou irmã Dulce de empreendedora

Guanaes, que doou R$ 79 mil para a campanha da parlamentar, publicou um texto dias antes dela se tornar santa dizendo que Dulce seria a primeira CEO canonizada

Foto: Alexandre Amarante

A criticada postagem em que a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) chama Irmã Dulce, canonizada como Santa Dulce dos Pobres, de empreendedora foi inspirada em artigo publicado por um de seus principais financiadores. O empresário Nizan Guanaes escreveu em sua coluna na Folha que Dulce foi a “primeira CEO brasileira a ser canonizada”.

“Ela era santa com os pobres, mas não era santa com os ricos. Com esses, ela era pragmática. Como uma boa CEO, conversava com todo o mundo. Com a direita, com a esquerda, com o que está entre as duas e além. Sua relação com o grande líder espírita da Bahia, o igualmente santo Divaldo Franco, é maravilhosa. Foi, assim, maior que a igreja que agora a canoniza”, diz o publicitário, fundador do Grupo ABC.

Segundo Guanaes, a canonização pode ser lida como uma espécie de “case de sucesso” e deve ser estudada por Harvard. “Desafio a Harvard Business School a escrever o estudo de caso de Irmã Dulce, a primeira CEO brasileira a ser canonizada pelo Vaticano”, finalizou.

Inspiração

O texto publicado no dia 8 de outubro parece ter “inspirado” a parlamentar que recebeu, segundo o TSE, R$ 79 mil do empresário. Ele foi o terceiro maior doador da campanha da deputada, perdendo apenas para o PDT (R$ 100 mil) e para Patrice Phillippe Nogueira Baptista Etlin (R$ 90 mil), principal sócio da Advent International no Brasil.

No domingo, Tábata publicou que Dulce “com seu empreendedorismo e fé, deu atendimento de saúde a milhares de brasileiros”. Pelas redes, a congressista foi bastante criticada e acusada de adotar um discurso neoliberal.


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