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30 de maio de 2019, 06h15

No #30M, ministro abre canal de “denúncias” de professores que “coagirem” alunos a participarem de atos

Segundo Abraham Weintraub, o MEC está "em um esforço muito grande para que o ambiente escolar não seja prejudicado por uma guerra ideológica". Atos contra o governo Bolsonaro estão marcados para esta quinta-feira (30) em todo o Brasil e várias cidades do mundo

Foto: Divulgação/MEC

No fim da noite desta quarta-feira (29), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulgou um vídeo em suas redes sociais abrindo um canal de “denúncias” para receber “provas” de professores que estejam coagindo alunos de escolas públicas a participarem de manifestações. O anúncio aconteceu às vésperas dos atos convocados contra o governo Jair Bolsonaro (PSL), que ganharam força após bloqueios de recursos dos institutos federais de ensino pelo Ministério da Educação (MEC).

#30M: Saiba onde serão os atos em defesa da Educação

“Estamos recebendo aqui no MEC cartas e mensagens de muitos pais de alunos citando explicitamente que alguns professores funcionários públicos estão coagindo os alunos, ou falando que eles serão punidos de alguma forma caso eles não participem das manifestações. Isso é ilegal. Isso não pode acontecer”, afirmou, pedindo para que se encaminhem provas para o canal de ouvidoria do ministério.

Segundo Weintraub, o MEC está “em um esforço muito grande para que o ambiente escolar não seja prejudicado por uma guerra ideológica”. Doutrinado por Olavo de Carvalho, o ministro acredita que a educação foi aparelhado pelo que eles denominam como “marxismo cultural”.

“Este governo acredita que as manifestações, se democráticas e pacíficas, são um direito de todo brasileiro. O que não pode acontecer são as coações de pessoas em ambiente escolar público”, diz no vídeo.

Nota oficial

Após a repercussão do vídeo de Weintraub, o Ministério da Educação enviou uma nota sobre o assunto.

Confira.

“O MEC informa que vem recebendo denúncias via redes sociais sobre alunos e professores que estariam sendo coagidos a participarem de atos e manifestações de rua. Além disso, a Ouvidoria do MEC já contabilizou 41 reclamações por meio do sistema e-Ouv, registradas desde quarta-feira, 29/05.

A Pasta informa que irá analisar os casos e encaminhar aos órgãos competentes para investigação.”


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