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17 de julho de 2019, 14h37

No Mercosul, Bolsonaro pede embaixador sem “viés ideológico”, mas exalta ida de filho para EUA

Em discurso confuso na abertura do encontro de cúpula do bloco, Bolsonaro ainda gerou mal estar com o presidente chileno, Sebastian Piñera, e disse que a reforma da Previdência é uma quimioterapia que o Brasil está passando

Bolsonaro na chegada para participar da Cúpula do Mercosul (Foto: Alan Santos/PR)

Em discurso confuso na 54ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, na cidade de Santa Fé, na Argentina, Jair Bolsonaro (PSL) pediu “zelo” nas indicações das embaixadas, ao mesmo tempo em que exaltou a indicação do filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a representação brasileira, em Washington, nos EUA.

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“Compartilhamos aqui entre nós a visão de que para cumprir o seu papel de um motor do desenvolvimento, o nosso bloco deve concentrar-se em três áreas: As negociações externas, aí com o grande apoio do meu ministro das Relações Exteriores, no zelo das indicações das embaixadas, também sem mais o viés ideológico do passado, e quem sabe um grande embaixador nos EUA brevemente. Então, focamos nisso, na nossa tarifa externa comum, em nossa reforma institucional”, disse Bolsonaro, que ressatou que entre as etapas que faltam para oficializar a nomeação, está uma consulta que deve ser feita ao governo norte-americano.

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Bolsonaro ainda gerou mal estar com o presidente do Chile, Sebastian Piñera, que estava sentado em um lugar mais distante. “Seu problema é com o Peru, não com o Brasil”. Alguns segundos depois, complementou: “Estou falando sobre a Copa América, ok?”.

Peru e Chile têm uma grande rivalidade relacionada a seu passado histórico, inclusive com conflitos armados por controle territorial, no século XIX. Apesar de a chamada Guerra do Pacífico ter sido encerrada há mais de um século, ela deixou cicatrizes na memória peruana, que perdeu parte de seu território e riquezas.

Quimioterapia
Bolsonaro ainda voltou a afirmar que o Brasil está passando por uma quimioterapia em seu governo. Desta vez, ele exemplificou com a reforma da Previdência, que seria parte do tratamento invasivo a que o país está sendo submetido.

Para Bolsonaro, a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, é “como uma quimioterapia, mas necessária para que o corpo possa sobreviver”.


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