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23 de julho de 2019, 12h02

No Pará, Weintraub diz que “fascista é quem apoia o Lula”; veja vídeo na íntegra do bate-boca do ministro

Em confusão de mais de 10 minutos, Weintraub armou um palanque após ser criticado, tentou provocar agressões físicas contra ele; o ministro foi enfrentado por lideranças indígenas que não arrefeceram diante das intimidações do olavista

O ministro da Educação, Abraham Weintraub (Reprodução/Youtube)

Depois de vários recortes de vídeos sobre a confusão em Santarém (PA) envolvendo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi divulgado o caso na íntegra, deixando claro que ele tomou o microfone de músicos após não aceitar manifestação contrária de moradores e indígenas que cobravam o dinheiro cortado das universidades do Pará.

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Por cerca de cinco minutos, o ministro, com o microfone na mão, faz provocações a opositores e estimula agressões contra ele (“você vai me agredir?”) e ainda qualificou de “fascista” quem apoia Lula, após uma mulher gritar “Lula Livre”. O show de Weintraub dura até indígenas tomarem a palavra.

Vandria Borari, é a primeira a se manifestar e conta que conseguiu entrar na universidade por conta das políticas de inclusão social adotadas nos últimos anos. A indígena foi o tempo todo interrompida pelo ministro, que ouviu gritos de “fascista” por não deixá-la falar.

“Eu sou a primeira mulher indígena a me formar em Direito. Se hoje eu estou em uma universidade é por uma política de inclusão social de indígenas, negros e pobres. Eu sou fruto de uma política de desenvolvimento de um país. Hoje, indígenas estão ameaçados de voltar para os seus territórios porque foi cortado R$ 12 milhões da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e as bolsas de incentivo e de permanência na universidade”, relatou Borari.

“Um governo que não ama o seu povo é um governo que quer um país miserável, o povo sem educação que não reivindique seus direitos. Nós estamos reivindicando um direito básico que é a educação e a saúde e o governo que não ouve seu povo é um governo que não luta por igualdade. E é esse o governo que nós temos hoje no Brasil”, finalizou.

Weintraub insistiu para seguir falando apesar dos presentes pedirem que o “palanque” fosse encerrado e os músicos voltassem a trabalhar. O ministro, então, subiu em um palco destinado aos músicos, abriu os braços e começou a gritar: “quem destruiu o Brasil foi o Lula”

Um outro líder indígena, então, subiu no mesmo palco e enfrentou o ministro. “Eu vou falar agora, porque essa terra é minha, essa terra é nossa com muito sangue. Respeite a minha terra, respeite meu povo, meus antepassados”, disse, enquanto o ministro berrava “essa terra é minha”. “Tentamos falar com você, não fomos recebido lá [em Brasília], você não recebeu a gente”, insistiu. Weintraub então, subiu o tom tentando intimidar o líder indígena (“Foi recebido sim, mentiroso!”), que não arrefeceu.

Ao descer do palco, Weintraub foi “afagado” por cerca de cinco homens que o cumprimentaram e gritaram “Bolsonaro”. A maioria dos presentes, no entanto, pedia “Lula Livre”, o que fez o ministro se retirar.


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