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06 de janeiro de 2020, 09h55

No primeiro ano do governo Doria, São Paulo tem recordes de casos de feminicídios

Os dados são da Secretaria Estadual da Segurança Pública

Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), os casos de feminicídio bateram recorde no estado de São Paulo em 2019, com 154 ocorrências entre janeiro e novembro.

Estes casos representam aumento de 29% na comparação com os 119 assassinatos praticados em razão do fato de as vítimas serem mulheres contabilizados no mesmo período do ano anterior e já superam todos os 134 casos dessa natureza registrados no estado ao longo de todo o ano de 2018.

O número é o maior desde o início da série histórica, em 2015, com a publicação da lei em março, que prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio.

Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação. De lá para cá, o feminicídio é tipificado como crime hediondo.

A maioria tem autor identificado e ocorreu dentro de casa:

  • 79% dos casos (121 dos 154) têm autoria conhecida, a maioria companheiros ou exs das vítimas
  • 68% das ocorrências (105 dos 154) ocorreram dentro da casa da vítima
  • 42% dos casos (65 dos 154) tiveram prisão em flagrante
  • A média de idade de todas as vítimas mortas em 2019 é de 36 anos
  • O estupro, crime que, em muitos casos, tem como alvo a mulher, também registrou alta de 4% entre janeiro e novembro de 2019 na comparação com o mesmo período de 2018.

Nota SSP

A Secretaria da Segurança Pública informa que o número de prisões em flagrante por feminicídio cresceu 8,6% de janeiro a novembro deste ano ante o mesmo período de 2018. A atual gestão tem investido para reforçar o combate à violência doméstica em todas as suas vertentes. Ampliou de uma para 10 o número de DDMs 24 horas, criou o SOS Mulher – aplicativo que prioriza o atendimento às vítimas com medidas protetivas – e tem realizado campanhas para incentivar o registro dessas ocorrências, a fim de que os autores desses crimes sejam identificados e responsabilizados. A pasta também investe na capacitação dos seus profissionais ao acolhimento dessas vítimas, por meio de cursos de capacitação nas respectivas academias e um protocolo único de atendimento utilizado em todas as unidades de polícia judiciária do Estado.

Com informações do G1


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