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14 de dezembro de 2019, 21h07

“No PT não há dilema entre pacificar e radicalizar”, afirma Gleisi Hoffmann

A presidenta nacional do PT afirmou que o partido é radical na luta contra o governo Bolsonaro

Foto: Wilson Pedrosa/ Fotos Públicas

A presidenta nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), comentou sobre as polêmicas que surgiram após entrevista concedida pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT), à Folha de S. Paulo neste sábado. Gleisi afirmou que o PT é radical no combate ao governo.

“No PT não há dilema entre pacificar ou radicalizar com Bolsonaro. O caminho da paz está no combate a este governo que aposta na desigualdade. Aí somos radicais”, declarou a parlamentar em postagem feita no Twitter.

Gleisi ainda citou os dados da última pesquisa Vox Populi para dizer que o partido tem apoio popular nesse combate. “O povo está junto. A popularidade de Lula subiu de 48% para 55% entre abril e dezembro e o sentimento pró PT foi de 28% para 39%”, completou.

Em entrevista dada à Folha, o governador da Bahia pregou uma “pacificação” do país, mas sem ignorar o fato de que o discurso de ódio que está em voga deve ser combatido. “Temos de ser diferentes deles. Temos de pregar a pacificação do país, cortar a discriminação e o ódio. Antes, as pessoas tinham vergonha de manifestar preconceito. Agora parece que têm orgulho. Certamente essas pessoas existiam, mas ficavam no armário. Precisamos que elas voltem para seus armários”, afirmou.

A fala do petista recebeu críticas de figuras como o líder do MTST, Guilherme Boulos. “Rui Costa (PT) deu entrevista à Folha. Discordo frontalmente de sua visão. Enquanto Bolsonaro destrói o país e Guedes quer vender tudo, não cabe à esquerda pedir “pacificação” e nem apoiar a lei que privatiza o saneamento. Cabe a nós combater sem tréguas o projeto de Bolsonaro!”, publicou o candidato do PSOL nas eleições de 2018.


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