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30 de julho de 2018, 22h41

No Roda Viva, Bolsonaro usa questão do trânsito em julgado para defender torturador

Pré-candidato, ferrenho defensor da prisão de Lula, usou o argumento de que ninguém deve ser considerado culpado até o trânsito em julgado para defender o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra; deputado ainda minimizou a prática de tortura na ditadura militar

Reprodução/TV Cultura

O pré-candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, voltou a defender Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi que foi reconhecido pela Comissão da Verdade como torturador durante o período da ditadura militar.

Em entrevista a jornalistas da bancada do programa Roda Viva, da TV Cultura, Bolsonaro, que é um ferrenho defensor da prisão de Lula, usou o argumento de que “ninguém deve ser considerado culpado antes do trânsito em julgado” para defender Ustra.

“Isso não aconteceu com Ustra”, afirmou. Ele usou o preceito constitucional ao responder uma pergunta sobre seu apoio ao militar torturador e como encararia a questão da tortura em um eventual mandato, caso eleito.

“Nós abominamos a tortura”, disse, minimizando, contudo, a prática de tortura no período da ditadura militar. “Usavam a tortura para conseguir indenizações (…) Se não tivéssemos vencido essa guerra, hoje seriamos uma Cuba”, disse.

No mesmo bloco, Bolsonaro ainda afirmou ser um dos objetivos de seu governo “jogar pesado” contra o MST.

Acompanhe a entrevista ao vivo.


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