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01 de março de 2019, 10h04

No Twitter, Dallagnol faz campanha contra decisão do STF que pode por “fim à Lava Jato”

Ação ganhou apoio de Janaina Paschoal (PSL/SP). STF julga no próximo dia 13 uma ação que definirá se crimes comuns (como corrupção e lavagem de dinheiro), investigados em conexão com crimes eleitorais (caixa dois), serão julgados pela Justiça Federal ou pela Eleitoral

Deltan Dallagnol (Foto: Arquivo)

Em guerra contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – em especial, Gilmar Mendes -, o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, iniciou uma campanha pelas redes sociais contra decisão da Corte que pode tirar da Justiça Federal o julgamento de crimes de Caixa 2 que tenham conexão com crimes comuns, como corrupção e lavagem de dinheiro.

“Gente, isto é muito sério: a Lava Jato e outras investigações que envolvem políticos podem ser ANULADAS pelo STF do dia 13/03, caso decida que essa investigação compete à Justiça Eleitoral”, tuitou nesta quinta-feira (28) Dallagnol, compartilhando um vídeo em que colegas da Lava Jato dizem que a decisão pode por fim à investigação.

A “campanha” ganhou o apoio da deputada estadual Janaína Paschoal (PSL/SP), que compartilhou o vídeo. “Aviso importante e procedente. A Justiça Eleitoral tem uma missão muito específica. O pouco tempo e a finalidade dessa Justiça não permitem perceber as trocas que há por trás das doações e contratações de campanha. STF não compactue para a impunidade. O Brasil clama!”

A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o STF julga no próximo dia 13 uma ação que definirá se crimes comuns (como corrupção e lavagem de dinheiro), investigados em conexão com crimes eleitorais (caixa dois), serão julgados pela Justiça Federal ou pela Eleitoral.

A PGR pede ao Supremo para cindir os processos, enviando para a Justiça Federal os crimes comuns e para a Eleitoral os de caixa dois. Até agora, porém, o STF tem remetido tudo para as varas eleitorais —o que, para procuradores, pode gerar impunidade.

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba avaliam que essa é uma questão “de vida ou morte” para a investigação, que irá completar cinco anos em meados de março.

O caso, a ser julgado no próximo dia 13 de março, a pedido da Procuradoria-Geral da República, é considerado pelo órgão tão importante quanto a manutenção da prisão de condenados em segunda instância, que está na pauta do dia 10 de abril.

Em publicação nesta quinta-feira (28), Dallagnon ainda citou a decisão do STF sobre a execução de pena após condenação em segunda instância, segundo ele “vital para responsabilização de corruptos poderosos”.

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