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27 de fevereiro de 2020, 19h21

Nos bastidores, Maia já teria sinalizado que pode abrir processo de impeachment contra Bolsonaro

Informações fornecidas a mais de um interlocutor, segundo o jornalista George Marques, dão conta de que o presidente da Câmara encaminharia o processo caso recebesse um pedido de impeachment bem fundamentado

Reprodução

A palavra “impeachment” já circula pelos corredores do Congresso Nacional. As articulações para o impedimento de Jair Bolsonaro ganharam força principalmente depois da notícia de que o presidente compartilhou vídeos convocando apoiadores para os atos do dia 15 de março que pedirão o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). Para inúmeros juristas, a incitação do presidente a atos conta as instituições configuram crime de responsabilidade.

Em meio a essas articulações, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já haveria afirmado para mais de um interlocutor que estaria disposto a aceitar e dar encaminhamento a um processo de impeachment caso recebesse um pedido “bem fundamentado”. As informações são do jornalista George Marques, que cobre os bastidores do Congresso Nacional.

“Em tempo, conta-se nos bastidores que nos últimos dias, a mais de um interlocutor, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que, se receber um pedido de impeachment bem fundamentado contra Bolsonaro, ele poderá aceitá-lo e dar encaminhamento ao processo”, tuitou Marques nesta quinta-feira (27).

Na quarta-feira (26), o líder do Cidadania (antigo PPS) na Câmara, Arnaldo Jardim (SP), informou que sua legenda deve decidir nos próximos dias se entra com um pedido de impeachment de Bolsonaro. “Nossa análise inicial é de que a declaração dele atenta contra as instituições, mas queremos fazer análise jurídica mais cuidadosa”, afirmou.

O ex-bolsonarista Alexandre Frota (PSDB-SP) também informou que já acionou um grupo de advogados para analisar a possibilidade de um pedido de impeachment.

“Estamos juntando elementos e trabalhando para ser uma peça consistente, séria e com elementos sustentáveis. Estou fazendo a minha parte para defender a democracia. Não vou me curvar e vou defender o Congresso”, disse Frota.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), por sua vez, disparou: “Não é nem do Brasil. Desconheço na história de qualquer democracia nos últimos 200 anos um presidente da República que convocou manifestações pedindo o fechamento do Congresso Nacional. O impeachment de Bolsonaro não é mais uma questão política, é uma questão civilizatória”.


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