Nova secretária de Queiroga no combate à Covid-19 já atacou ivermectina: ‘mal funciona para piolho’

Infectologista Luana Araújo diz que medicamento é fruto da "arrogância brasileira” e que "todos os estudos sérios" já demonstram a ineficácia

A nova secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, a médica infectologista Luana Araújo, já afirmou que “todos os estudos sérios” demonstram a ineficácia da cloroquina e da ivermectina, medicamentos defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro como tratamento para a Covid-19.

Segundo ela, o uso da ivermectina contra o vírus é “fruto da arrogância brasileira” e o medicamento “mal funciona para piolho”. A infectologista também é defensora da vacinação em massa e já declarou ser favorável a medidas restritivas. A informação é do jornal Estado de S.Paulo.

“Não é minha opinião, é o que a ciência mostra hoje. Nenhuma dessas medicações têm qualquer efeito positivo no combate à covid”, afirmou a infectologista em março. A declaração foi feita durante uma live com o vereador Rafael Pacheco (Podemos) de Adamantina, interior de São Paulo.

“A hidroxicloroquina a gente já sabia que não ia funcionar. E todos os estudos sérios, bem feitos, multicêntricos — quer dizer, feitos ao redor do mundo ao mesmo tempo–, cheio de recursos mostram que não funcionou. E ponto”, disse Luana, na live. “A ivermectina é fruto da arrogância brasileira. O brasileiro não investe em ciência, mas acha que tem a chave para resolver as coisas”, completou.

Luana foi anunciada por Queiroga na quarta-feira (12), momento em que o governo sofre pressão na CPI da Covid-19, comissão que investiga as ações e omissões da atual gestão na condução da pandemia. A pasta foi instituída por decreto do presidente Jair Bolsonaro no dia anterior.

Avatar de Luisa Fragão

Luisa Fragão

Jornalista.