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07 de agosto de 2019, 09h40

Núcleo duro de Bolsonaro já trata Moro como ingrato por não proteger Flávio

Ex-juiz manifestou preocupação com a decisão de Toffoli de suspender investigações do Coaf

Bolsonaro e o filho, Flávio, observados por Fabrício Queiroz, e Sérgio Moro (Montagem)

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo desta quarta-feira (7), parte do núcleo duro do governo está com um pé atrás com o ex-juiz e ministro da Justiça, Sérgio Moro.

O ex-juiz conversou com o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Toffoli decidiu suspender investigações do órgão feitas sem autorização judicial.

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A medida beneficiou diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, envolvido com o escândalo dos “laranjas” do seu ex-assessor e motorista Flávio Queiroz.

Moro não deu declarações, mas falou por intermédio do presidente do Coaf, Roberto Leonel, que é ligado a ele e deu entrevista criticando Toffoli.

O ex-juiz da Lava Jato se limitou a manifestar ao presidente do STF preocupação com a decisão, que poderia colocar em risco mecanismos de combate à lavagem de dinheiro.

Para integrantes do governo, Moro tenta reverter a medida e mostra que é ingrato: Bolsonaro, ao contrário dele, colocou todo o peso de sua credibilidade a favor do ex-juiz depois do escândalo das conversas vazadas.

O presidente, dizem, chegou a levá-lo a um jogo do Flamengo sem estar seguro de como o público reagiria.

As afirmações de assessores refletiriam a contrariedade do próprio Bolsonaro, que não tem gostado nem um pouco do seu ministro da Justiça estar atrapalhando a vida do próprio filho.

 


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