quinta-feira, 22 out 2020
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“O agro pode ser pop, mas não resolve o problema da fome”, diz Lula no Dia Mundial da Alimentação

Ex-presidente diz que fome é um "problema político" e culpa a "irresponsabilidade dos governantes" pelo aumento do número de pessoas sem acesso à alimentação básica

O ex-presidente Lula (PT) fez um pronunciamento nesta sexta-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, sobre os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontam para o aumento do número de pessoas que não tem acesso à alimentação básica no Brasil. Para o petista, os dados são resultados da “irresponsabilidade” dos governos que sucederam o de Dilma Rousseff.

“Em meio a uma pandemia que já ceifou 150 mil vidas, o preço dos alimentos dispararam (…) e o IBGE confirmou o que os brasileiros já sabiam. Mais de 10 milhões de brasileiros, inclusive crianças, estão passando fome. Depois do golpe, o Brasil deu marcha ré”, diz o ex-presidente.

Em seguida, Lula afirma que, apesar do Brasil ser um dos principais produtores de alimentos no mundo, a fome ainda é um problema no país. Ele reforça ainda que a fome no Brasil não tem causas naturais, mas sim políticas.

“É inaceitável que no Brasil tantos homens, mulheres e crianças não tenham o que comer, afinal somos um dos maiores produtores de alimentos no mundo. Este ano, a safra de grãos deve bater novo recorde. Produzimos mais de 1 tonelada por habitante. O agro pode ser pop, mas não resolve o problema da fome”, afirma.

“A fome não é um problema causado pela natureza. A fome é resultado de irresponsabilidade e da insensibilidade de governantes que não tem interesse em curar essa chaga. A fome é a arma de destruição em massa mais poderosa de todas. Fome é um problema político”, continuou.

O ex-presidente também citou a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional no início do governo Bolsonaro como um dos motivos que levou ao aumento da fome no país, assim como o crescimento do desemprego na pandemia. “Fome é um tormento social que resulta de opções econômicas dos governantes. É um flagelo que só terá solução quando redistribuirmos a riqueza”, afirma.

Luisa Fragão
Luisa Fragão
Jornalista.