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10 de novembro de 2019, 17h41

“O cárcere não lhe serviu de lição”, diz procurador veterano da Lava Jato, Januario Paludo, sobre Lula

Inspiração de Deltan Dallagnol, que se diz filho de Januário, o procurador criticou o discurso do ex-presidente Lula feito em São Bernardo do Campo

Deltan Dallagnol e Januario Paludo | Reprodução

O procurador Januario Paludo, visto como referência para os membros da Força-Tarefa da Lava Jato de Curitiba, usou as redes sociais neste domingo (10) para criticar o pronunciamento do ex-presidente Lula no ato do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).

“Insuflar manifestos radicais como os que ocorrem no Chile não é só abominável como atenta contra o estado democrático e a garantia ao sagrado direito à livre expressão. O cárcere não lhe serviu de lição”, declarou Paludo.

Admirado pelos colegas do MPF de Curitiba, o procurador tem seu nome referenciado nos grupos usados pelos integrantes da Lava Jato para trocar informações e combinar ações. A maior parte do material divulgado pela série de reportagens da Vaza Jato tem origem nos diversos grupos chamados “Filhos de Januário”, capitaneador por Deltan Dallagnol.

Discurso de Lula

Em seu primeiro pronunciamento à população após 580 dias preso, o ex-presidente criticou o governo Bolsonaro, exaltou a mobilização popular e foi duro com a Lava Jato.

“Eu tomei a decisão de ir lá para a Polícia Federal porque eu preciso provar que o juiz Moro não era juiz, era um canalha que estava me julgando. Eu precisava provar que o Dallagnol não representa o MP, que é uma instituição séria. Ele montou uma quadrilha com a Força-Tarefa da Lava Jato, inclusive para roubar dinheiro da Petrobrás e das empreiteiras. Se eu tivesse saído do Brasil eu seria tratado como fugitivo. Eu decidi ir para pertinho deles para poder provar para a sociedade”, declarou Lula sobre a operação.

Em um trecho forte do seu discurso, Lula confrontou diretamente o atual presidente da República Jair Bolsonaro. Disse que “ele foi eleito para governar para o povo brasileiro e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro”.


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