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03 de setembro de 2019, 21h01

“O Partido da Lava Jato é uma realidade orquestrada ao arrepio da lei”, afirma deputado

De acordo com mensagens, Dallagnol quis ser candidato ao Senado e achava que seria “facilmente eleito”; procurador desistiu da candidatura em 2018, mas deixou a possibilidade em aberto para 2022

Foto: Richard Silva

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) comentou as novas revelações da Vaza Jato, publicadas nesta terça-feira (3), em que se comprova que o procurador Deltan Dallagnol cogitou concorrer ao Senado pelo estado do Paraná nas eleições de 2018, além de deixar em aberto a possibilidade para 2022.

“A cada revelação mais confirmações do conluio. O ‘Partido da Lava Jato’ foi e é uma realidade orquestrada ao arrepio da lei e das missões institucionais do Judiciário e do Ministério Público”, afirmou o congressista.

A nova reportagem publicada no The Intercept Brasil mostra que Dallagnol usava o aplicativo Telegram também como uma espécie de diário, enviado mensagens para si mesmo. Em tom messiânico, o procurador chegou a afirmar que “seria facilmente eleito”, além de se comparar a Jesus Cristo. “Tenho apenas 37 anos. A terceira tentação de Jesus no deserto foi um atalho para o reinado. Apesar de em 2022 ter renovação de só 1 vaga e de ser Álvaro Dias, se for para ser, será”, escreveu.

Márcio Jerry, por sua vez, criticou a postura do coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato. “Dallagnol é, sob todos os aspectos, um sujeito muito desonesto, falso, mentiroso, inescrupuloso”, disse.


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