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10 de janeiro de 2020, 07h40

Olavo de Carvalho sobre fim da censura ao Porta: “Se isso não é genocídio cultural, o Toffoli é a mãe do Nhonho”

Ação para censurar o especial de Natal do Porta dos Fundos foi movida pelo Centro Dom Bosco, organização de extrema-direita católica, que tem diversos olavistas como membros e apoiadores. Jair Bolsonaro aparece no vídeo institucional da entidade

Olavo de Carvalho, Eduardo Fauzi e o material apreendido pela Polícia (Montagem)

Guru do clã Bolsonaro, Olavo de Carvalho usou as redes sociais nesta sexta-feira (10) para criticar a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que nesta quinta-feira (9) derrubou a censura imposta ao especial de Natal do Porta dos Fundos.

“Se isso não é genocídio cultural, o Toffoli é a mãe do Nhonho”, escreveu Olavo, referindo-se ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), como “Nhonho”.

Segundo Olavo, “toda a discussão do caso Porta dos Fundos é apenas um sintoma da loucura brasileira”.

“O único ponto que interessa é sistematicamente ignorado: o cristianismo não é uma comunidade religiosa como qualquer outra, é, por excelência, a comunidade vítima de genocídio nos dias atuais. Não se trata, portanto, de uma genérica ‘ofensa a culto religioso’, mas de um ato característico de genocídio cultural”, escreveu ele.

A declaração do guru coincide com a do Centro Dom Bosco, organização de extrema-direita católica que pediu a censura ao vídeo e é apoiada por diversos olavistas, como o Padre Paulo Ricardo e os blogueiros Allan dos Santos e Bernardo Kuster, além do próprio Jair Bolsonaro, que aparece em vídeo institucional da entidade.

Entre armas, facas e R$ 119 mil em dinheiro, a polícia apreendeu o livro O Imbecil Coletivo, de Olavo de Carvalho, na casa de Eduardo Fauzi Richard Cerquise, um dos cinco suspeitos de terem cometido o atentado contra a produtora do Porta dos Fundos. A obra é uma espécie de manual de conduta para os iniciados na doutrina olavista.

Na sequência de tuítes na madrugada, Olavo disse ainda que “a eleição do Bolsonaro não foi uma vitória”. “Foi, na mais otimista das hipóteses, o começo da guerra”.

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