Omar Aziz: “A PF tem muito pouco a investigar. Bolsonaro já admitiu que prevaricou”

“Um telefonema não demoraria 30 segundos, se ele tivesse boa vontade. Deixo a sugestão de um simples mortal: pare de andar de moto e vá trabalhar", completou

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM) afirmou em entrevista à rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (12), que o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) já admitiu o crime de prevaricação, ao comentar inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar a suspeita. Aziz disse ainda que a PF “tem muito pouco a investigar”.

“[O inquérito] não foi iniciativa da Procuradoria-Geral da República (PGR) nem da Polícia Federal. Foi da ministra [do STF] Rosa Weber, que determinou que fosse investigada a prevaricação. A PF tem muito pouco a investigar. É só ouvir a entrevista que o presidente deu à Rádio Gaúcha. Ali ele admite que prevaricou. Ele diz: ‘Recebo mais de 100 denúncias por mês, nem tudo tenho tempo para encaminhar’. Em vez de passear de moto, ele poderia encaminhar”, criticou o senador.

‘Pare de andar de moto e vá trabalhar’

“É estranho para quem pregou durante a campanha que combateria a corrupção. Como o governo não tem nenhum tipo de ação na área de segurança pública, a economia está cambaleando, o desemprego segue subindo, ele deveria pelo menos ter tempo para encaminhar uma denúncia tão séria como aquela feita pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF). Ele poderia ter pegado o telefone e encaminhado à PF, ao Ministério da Justiça, a quem quer que seja. Um telefonema não demoraria 30 segundos, se ele tivesse boa vontade. Deixo a sugestão de um simples mortal: pare de andar de moto e vá trabalhar”, completou.

Avatar de Julinho Bittencourt

Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR